Evasão escolar: número de jovens fora das salas de aula cresce 10% em 1 ano

População com idade entre 15 e 29 anos sem estudar passou de 26%, em 2020, para 36%, em 2021, segundo a FGV

(Foto: MEC/Divulgação)

Sem emprego e fora das salas de aula. Essa é a realidade da juventude brasileira entre os 15 e 29 anos, relatada pelo Atlas da Juventude, elaborado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em um ano de pandemia, a instituição notou o aumento no número de jovens que não estão estudando.

Segundo o relatório, o número passou de 26%, em 2020, para 36%, em 2021. E a necessidade de ganhar dinheiro foi a principal causa apontada pelos entrevistados.

A maioria dos jovens ainda está matriculada e acompanhando as aulas. Contudo, de acordo com a FGV, o número de jovens que não estão acompanhando, ou ainda, que precisaram trancar a matrícula durante a pandemia, é expressivo.

Motivos para evasão

Entre jovens que pararam de estudar, o principal motivo é o financeiro e a dificuldade de se organizar com o ensino remoto. Quanto mais velhos, maior o abandono por causa de questões envolvidas com renda e trabalho.

Já entre mais novos, são mais comuns questões ligadas a obstáculos ou baixo engajamento com ensino remoto e os conteúdos trabalhados pelas escolas.

Quando a situação é observada pela questão de gênero, 4 a cada 10 homens largaram os estudos devido a trabalho. Entre as mulheres, são 2 a cada 10 que deixaram as aulas para cuidar de familiares, filhos ou por conta de gestação.

A próxima prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deve dar uma prévia sobre a situação da evasão escolar no Brasil. Apenas 26% dos jovens pretendem fazer a prova.

Segundo a FGV, o número de jovens que estão conseguindo estudar reduziu de 33% para 25%. Na contramão, o número de estudantes que estão preocupados com o desempenho saltou de 56% para 74%.

Enem como parâmetro

A preocupação dos especialistas é com a continuidade dos estudos. Desde o início da pandemia, cresceu o número de jovens pensando em não voltar a estudar. Quatro em cada 10 matriculados admitem já ter pensado em parar.

Dentre as motivações para continuar os estudos, a preocupação com o futuro e o ingresso no mercado de trabalho são as principais. Quase 6 a cada 10 jovens continuam estudando durante a pandemia porque buscam um futuro melhor.

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