Exaustão, insônia, pensamentos suicidas: como a pandemia piorou a saúde mental dos jovens?

Pesquisa da FGV aponta que maioria da população com idade entre 18 e 29 anos sofreu algum distúrbio causado neste período

Foto: Ednilson Aguiar/O Livre

Mais de um ano após o início da pandemia, 6 em cada 10 jovens relatam ansiedade e uso exagerado de redes sociais; metade sentem exaustão ou cansaço constante; e 4 a cada 10 têm insônia ou tiveram distúrbios de peso.

Os dados constam em uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) que ouviu 68 mil jovens de todo o Brasil sobre esses e outros temas. A ideia é produzir um estudo com as percepções sobre o efeito da pandemia na vida dessa faixa etária e na sociedade, para subsidiar políticas públicas e programas sociais para a juventude.

Todas essas situações são mais relatadas entre mulheres. E a idade parece mudar a percepção sobre questões de saúde: quanto mais velhos, mais os entrevistados apontaram múltiplos impactos em seu estado físico e emocional. Os mais novos indicaram mais brigas frequentes dentro de casa.

LEIA TAMBÉM

Como resultado direto ou indireto da pandemia, 1 a cada 10 jovens admitem que tiveram pensamentos suicidas ou de automutilação. Esse número é maior na faixa de 15 a 17 anos e, para os pesquisadores, “pode ser ainda maior, considerando a dificuldade que muitos jovens podem ter em se abrir ou compartilhar esse problema”.

Autocuidado durante a pandemia

Para amenizar esses impactos, 9 a cada 10 jovens realizaram alguma prática de autocuidado na pandemia, sendo a atividade física a mais frequente.

Mulheres, ao mesmo tempo que mais expõem sentir efeitos da pandemia, também realizaram mais atividades de autocuidado do que os homens, principalmente consultas, terapias e procedimentos estéticos.

Jovens que se declaram negros (pretos ou pardos) dizem com maior frequência não ter feito nenhuma dessas práticas.

Intenção de tomar vacina

Entre os jovens, 8 a cada 10 pretendem se vacinar quando houver disponibilidade para sua faixa de idade. A Região Norte do país é onde parece haver maior necessidade de campanhas pela vacinação, já que 3 a cada 10 jovens negam ou têm dúvidas quanto à tomar a vacina.

Na região Centro-Oeste, 58% da população na faixa etária entre 18 e 29 anos têm intenção de se vacinar, contra 4% que diz não confiar nos fabricantes dos imunizantes.

Jovens que moram na zona urbana estão mais decididos que os da zona rural. E quanto  mais novos, maior a tendência à indecisão quanto à vacina.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros





Aceito que meu nome seja creditado em possíveis erratas.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anterior15 municípios de MT são classificados como “alto risco” para a covid-19
Próximo artigoVacina para adolescentes