Em dois meses, preço da gasolina sobe de R$ 4,69 para R$ 5,19 em Cuiabá

Enquanto isso, governos federal e estaduais travam uma queda de braço sobre de quem é a culpa e como resolver o problema

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

Entre a primeira semana de janeiro e os últimos dias de fevereiro, o preço da gasolina nos postos de combustível de Cuiabá subiu R$ 0,50. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que monitora a cotação em todo o Brasil.

De acordo com o órgão, entre 27 de dezembro e 2 de janeiro, o preço do combustível variava de R$ 4,29 (o menor preço encontrado) a R$ 4,69 (o maior).

Nas últimas semanas de fevereiro, no entanto, eles saltaram e as variações registradas pela ANP foram de R$ 4,69 a até R$ 5,19.

O aumento tem uma explicação: a alta nas refinarias de 41,3% para a gasolina e 34,1% para o diesel. E vem mais aumento por aí: na segunda-feira (1º), a Petrobras anunciou aumento de 5% nos preços dos dois combustíveis. A nova tabela já está valendo.

Com o reajuste, o preço médio da gasolina nas refinarias passará a ser de R$ 2,60 por litro, uma alta de R$ 0,12 ou 4,8%. Enquanto isso, o diesel passará a média de R$ 2,71 por litro, aumento de R$ 0,13.

O maior impactado é o consumidor, que já planeja alternativas. Victor Henrique já deixou de abastecer o carro com gasolina e passou a usar só o etanol. O combustível, na última cotação da ANP, também teve variação média de R$ 0,50. Ainda assim, o preço mais caro registrado foi de R$ 3,59.

De acordo com a frentista Márcia Freitas, que trabalha em um posto na Avenida Fernando Corrêa, trocar a gasolina pelo etanol tem sido uma opção constante.

“Ainda está caro, mas temos que economizar em alguma coisa. Enquanto o etanol estiver mais barato, é com ele que vou abastecer o carro”, comenta Victor.

Culpa da Petrobas?

Segundo o secretário de Fazenda de Mato Grosso, Rogério Gallo, o motivo da alta não é a cobrança de impostos pelo governo do Estado, mas sim a política de preços praticada pela Petrobras.

“Esse é o grande problema da alta, porque a política de preços fica muito sensível à variação cambial: aumenta o dólar, aumentam a gasolina e o diesel. Se o governo federal não criar um fundo soberano para a Petrobras, para que os preços não sejam impactados e o produtor não transfira a diferença, o preço vai continuar subindo na bomba”, ele afirma.

A proposta que o governo federal apresentou, no entanto, é de mudar a cobrança do ICMS – um imposto cobrado pelos Estados – para tentar reduzir o custo do combustível para o consumidor no Brasil.

O governador Mauro Mendes (DEM) já antecipou, no entanto, que não pretende fazer isso. Segundo ele, não existe alternativa para o Estado repor o recurso que não seria arrecadado, caso a medida fosse adotada. 

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