Efeito coronavírus: frigoríficos começam a parar em Mato Grosso

A partir da próxima segunda (23), colaboradores de duas unidades da Minerva Foods vão entrar em férias coletivas

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

A Minerva Foods anunciou a suspensão dos abates em quatro unidades da companhia no Brasil como medida preventiva contra a transmissão do coronavírus e por problemas logísticos também relacionados à doença.

Dessas unidades, duas estão em Mato Grosso. São as plantas de Mirassol D´Oeste (MT) e Paranatinga (MT). A partir da próxima segunda-feira (23), os colaboradores dessas unidades vão entrar em férias coletivas, que podem durar de dez a quinze dias.

Funcionários das áreas administrativas e dos escritórios da Minerva em São Paulo (SP) e Barretos (SP) passaram a trabalhar em regime remoto como medida preventiva.

“A decisão também está alinhada à piora dos cenários doméstico e global, que inclui queda da demanda no segmento de ‘food service’ e limitações logísticas em diversas partes do mundo”, acrescentou a empresa.

Problemas logísticos

A principal limitação logística das companhias de carnes neste momento é a ausência de contêineres disponíveis para exportação, pois parte dos que foram enviados para a China ficaram com cargas paralisadas no país em fevereiro e ainda não retornaram ao Brasil.

A paralisação de cargas nos portos chineses, definida pelo governo do país, foi uma medida de contenção do coronavírus e afetou a distribuição local dos produtos importados.

A Minerva ainda afirmou que as férias coletivas são a melhor opção a ser seguida, “tendo em vista que permitem preservar a economia de escala das operações industriais”.

“Adotaremos medidas comerciais para apoiar nossos clientes do segmento de ‘food service’ e seguiremos colaborando com nossos operadores logísticos, sem colocar em risco as medidas aplicadas para evitar a disseminação do vírus”, disse a companhia.

JBS também pode parar

Desde segunda-feira (16), a JBS informou que está monitorando reflexos do coronavírus no mercado e admitiu que “avalia a implantação de férias coletivas exclusivamente em algumas das suas unidades de processamento de bovinos no Brasil”.

A companhia não detalhou quais serão as plantas que poderão ter as operações suspensas. No entanto, plantas de Mato Grosso podem ser afetadas.

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