Cuiabanos querem gastar mais; média de fevereiro é a melhor desde 2015

O LIVRE foi às ruas e confirmou com gerentes de loja o que indica pesquisa divulgada pela Fecomércio

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

O índice que mede a intenção de consumo das famílias cuiabanas alcançou o maior patamar desde 2015. Em outras palavras, significa dizer que os moradores da Capital estão mais inclinados a fazer compras. A pesquisa é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e foi divulgada pela Fecomércio-MT. A avaliação é sobre o mês de fevereiro, que registrou 87,5 pontos, maior índice dos últimos quatro anos. Em 2015 o registro era de 129,9 pontos.

O LIVRE foi às ruas para saber o que pensam os comerciantes da Capital. Gerente de uma loja de eletrodomésticos, Marcos Silva vê o mercado começando a dar os primeiros sinais de reação. “Começou a melhorar. Pode ver que já está cheio de gente na rua comprando. Nos outros anos, as pessoas deixavam para comprar depois do Carnaval. Esse ano, sentimos que todo mundo já está gastando antes mesmo da festa”, disse.

Na loja concorrente, Francisco Rondon, também gerente, teve a mesma impressão, mas avaliou que o crescimento ainda é tímido. “Tivemos um aumento de 5% nas vendas de fevereiro em relação ao ano passado, isso representa mais ou menos R$ 100 mil a mais. Ainda é pouco, mas estamos otimistas”, pontuou.

Para a Fecomércio-MT, o aumento na geração de emprego no Estado – foram 26.736 novos postos de trabalho em 2018 – pode ser um dos fatores que contribuirão para o aumento na intenção de consumo das famílias. A permanência do índice abaixo de 100 pontos, entretanto, indica uma percepção de insatisfação do consumidor, acima disso (e o limite é de 200 pontos), o grau de satisfação é maior em termos de emprego, renda e capacidade de consumo.

No caso da loja do gerente Anderson da Silva, o aumento nas compras teve motivo específico: a volta às aulas. Ele trabalha em uma loja de variedades no Centro de Cuiabá, que comercializa também material escolar. “Não foi porque a economia mudou. Eu ainda acho que as pessoas estão sem dinheiro. Até o atraso no salário dos servidores estaduais tem influenciado nas nossas vendas”.

Para o gerente Anderson da Silva, o aumento teve motivo específico: a volta às aulas (Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

No entanto, Anderson lembrou que dificilmente os clientes que chegam na loja compram apenas materiais escolares. “Como se trata de uma loja de variedades, as pessoas sempre levam mais alguma coisa”, lembrou. Segundo ele, as vendas por lá cresceram uma média de 20% em relação ao ano passado.

Estimativa para o ano

Em processo de recuperação da economia, com as vendas no comércio varejista avançando 4,0% em 2017 e 5,0% no ano passado, a CNC estima que o volume de vendas deverá crescer em todo o país 5,6% na comparação com 2018.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros





Aceito que meu nome seja creditado em possíveis erratas.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorBolsonaro e Guaidó reúnem-se nesta quinta-feira no Palácio do Planalto
Próximo artigoPromotor pede que Corregedoria da PM investigue major que ligou para tirar satisfações