Conversas musicais – That’s Life, Frank Sinatra

“That’s life” é uma expressão universal. Temos o seu equivalente em português “É a vida”, e até em francês “C’est la vie”.

E qual a necessidade dessa frase?

Bom, eu acho difícil imaginar isso sendo dito em um contexto positivo. Penso que essa frase tenha essa universalidade porque toca em um ponto comum a todos: o sofrimento. Como diria Tom Jobim: “Tristeza não tem fim, felicidade sim”.

Se o sofrimento é de certa forma inevitável, muitos compositores se ocuparam de tentar mostrar formas de lidar com ele.

Poderiam ser infinitos os exemplos de canções sobre tema, mas, vou mencionar apenas dois.

Roda viva do Chico Buarque é ganhadora de prêmios e afins:

Vejamos um pouco da letra…

“Tem dias que a gente se sente, como quem partiu ou morreu…”

Perceba que o longo da música, a letra passa melancolia e passividade diante da “roda viva”. É alguém lutando sem sucesso, e que vai aos poucos perdendo a esperança. Até os contornos melódicos e harmônicos desenham bem isso.

Essa é a uma forma de lidar com o sofrimento.

That’s life é a segunda canção. Imortalizada na voz de Frank Sinatra, essa música trata do mesmo tema: só que a postura é bem diferente. Há um otimismo latente perante as intempéries.

A cada tropeço inevitável da vida o autor nos lembra “That’s life”, e assim, ele segue cantando.

 

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