Afinal, por que a vacina AstraZeneca não deve ser aplicada em grávidas?

Imunização de gestantes teve início há uma semana e a expectativa, agora, é quanto à segunda dose daquelas que já tomaram a primeira

(Foto de Mart Production no Pexels)

A orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que a aplicação da vacina contra a covid-19 AstraZeneca fosse interrompida em gestantes e mulheres que deram à luz recentemente (até 60 dias após o parto) não veio com uma explicação clara. “Eventos adversos” foram citados, mas não especificados.

O que se sabe, até agora, é que a bula da AstraZeneca não recomenda a aplicação do imunizante nesse tipo de público, a menos que haja orientação de um médicos em casos bem específicos. E, segundo reportagem publicada nesta terça-feira (11) no site Gazeta do Povo, a morte de uma mulher no Rio de Janeiro é investigada.

A Anvisa ainda não tem confirmações se o óbito foi causado pela vacina ou não. Mesmo assim, recomendou a interrupção porque outras duas vacinas – a Coronavac e a Pfizer – não possuem em suas bulas contraindicações para esse público.

O que se sabe então?

Estudos realizados em abril pela Agência Europeia de Medicamentos apontaram para um risco – embora mínimo: seis em cada um milhão, ou seja, 0,0006% – de trombose em pessoas que tomaram o imunizante AstraZeneca.

Apesar disso, os pesquisadores ainda não conseguiram descartar a possibilidade de que esses coágulos de sangue tenham sido causados pela própria covid-19. Pessoas infectadas pelo novo coronavírus têm 17% de chance de desenvolver trombose, segundo a médica e professora da PUCPR, Luiza Sviesk Sprung, ouvida pela Gazeta do Povo.

Grávidas, por sua vez, também têm um maior risco de desenvolver esses coágulos: cerca de dois casos a cada mil gestantes são registrados.

E quem já tomou a primeira dose?

Membro da Sociedade Brasileira de Imunizantes, a médica Flávia Bravo disse à reportagem da Gazeta do Povo que, as gestantes que já tomaram a primeira dose da AstraZeca não precisam se preocupar. É um momento apenas para “vigiar” os sintomas.

Segundo ela, os casos de trombose após a vacinação não estavam associados a gravidez e ocorreram de duas a três semanas após a imunização.

A expectativa é que uma explicação clara do que ocorreu com a gestante que morreu no Rio de Janeiro possa ser encontrada antes do prazo para a aplicação da segunda dose em quem já tomou a primeira, ou seja, em 12 semanas.

(Com informações da Gazeta do Povo)

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