Comércio diz que horário de verão não compensa gastos com energia elétrica

Fecomércio diz que setor representa apenas 3% da economia Mato Grosso teria alguma vantagem

(Foto: Reprodução/Agência Brasil)

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT) diz que o eventual retorno do horário de verão não teria impacto econômico no gasto de empresas com energia elétrica. 

O vice-presidente da federação, Manoel Procópio, diz que a redução o setor representa apenas 3% dos 25 megawatts que Mato Grosso economizaria com o adiantamento de uma hora no relógio no fim de ano. 

“Esse cálculo é da própria Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), e o pro setor do comércio o volume de energia que poderia ser economizada não faz tanta diferença, até porque se o comércio teria que manter os equipamentos elétricos ligados, estendendo o tempo de consumo”, afirmou. 

A Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados começou a debater esta semana o retorno do horário de verão no país. A prática de adiantar os relógios uma hora nos meses da primavera e do verão foi extinta em abril de 2019, sob alegação de que não havia benefício econômico. 

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O debate foi reaberto a pedido de empresários. No fim de junho, empresários de setores como turismo e bares e restaurantes encaminharam uma carta para o presidente Jair Bolsonaro pedindo a volta do horário de verão ainda em 2021. 

Eles dizem que uma hora a mais no relógio para manter os estabelecimentos abertos impacta positivamente para o comércio, mudança que seria bem-vinda no momento de recuperação da crise gerada pela pandemia. 

O empresário Manoel Procópio diz que em Mato Grosso essa estimativa também é restrita. O horário de funcionamento prolongado historicamente era adotado por menos da maioria dos comerciantes. E o retorno ao horário normal era feito logo que se iniciava a adaptação. 

“Realmente, há mais pessoas circulando pelo centro no horário de verão. Mas, elas saem empresas que fecham às 18h ou do funcionalismo público. Somente as grandes magazines e os bares têm um tempo a mais para receber clientes”, afirmou. 

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