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Com o apoio dos 24 deputados, Botelho será reeleito presidente da ALMT

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Reinaldo Fernandes

O acordo negociado pelo deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil) deve colocar PL e PT no mesmo grupo na Assembleia Legislativa. Botelho ontem (26) anunciou que terá uma “benção inédita” para concorrer ao quarto mandato a presidente da AL. 

Segundo ele, praticamente os 24 deputados estaduais que serão empossados no dia 1º de fevereiro vão apoiá-lo. Pela negociação, apenas uma chapa irá concorrer aos cargos de comando da Mesa Diretora. 

“De todas as eleições que eu tive, nunca houve um fechamento onde praticamente houvesse a benção dos 24 deputados – e está tendo. Então, é um fechamento que agrada a todos”, disse. 

Além de Botelho como presidente, Max Russi se mantém na função da primeiro-secretário e, Janaína Riva (MDB), na de vice-presidente.  

A “benção” da maioria rendeu a acomodação de deputados opositores, principalmente quando o assunto se trata de defender o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 

Os deputados desses partidos fizeram debates exaltados ao longo do ano passado, quando as funções de seus gurus ainda eram invertidas – Bolsonaro estava como presidente, Lula como candidato ou presidente eleito. 

 Os temas foram os mesmos que movimentaram a polarização política no país nos últimos anos: quem teria roubado o que, quem foi mais “negligente” no mandato, quem fez perseguição política ao adversário, ou quem era “miliciano” ou “descondenado”. 

Dois deles, Valdir Barranco (PT) e Elizeu Nascimento (PL), estavam na reunião de ontem da qual Botelho saiu com a notícia de apoio de quase todos os deputados à sua campanha.   

A união deles deve ocorrer pela participação nos cargos de comando. A PL e PT couberam duas cadeiras para cada. Eles terão até a próxima segunda-feira (30) seus escolhidos para as vagas. 

A Mesa Diretora atual já tem um representante de cada partido. Barranco é o segundo secretário e o delegado Claudinei fica logo abaixo na terceira secretaria. Porém, a eleição aos cargos ocorrera num contexto em que não havia tanto acirramento entre PL e PT. 

O conflito ficou evidente com o início do processo eleitoral 2022 e os parlamentares embarcaram na onda. 

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