Catequista católico é degolado por muçulmanos em Moçambique

Desde que os ataques armados muçulmanos tiveram início, morreram mais de três mil pessoas na região

Igreja de Nangololo, em Moçambique, após ataque de homens armados seguidores do Islã (Foto: Vatican News)

Num dos mais recentes ataques de terroristas muçulmanos na região de Cabo Delgado, norte de Moçambique, Matias Buscam, catequista católico, foi brutalmente assassinado em 15 de dezembro. As informações são da ACI Digital.

Buscam foi surpreendido pelos criminosos enquanto ia com mulher e filhos para a machamba, terreno usado para agricultura. Segundo fonte anônima, os “insurgentes”, como são conhecidos os terroristas muçulmanos na região, obrigaram a esposa do católico a carregar a cabeça do marido até a aldeia. Isso serviria como mensagem para que os aldeões soubessem que o grupo assassino estava presente no local.

A Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) informou que os habitantes da região ficaram chocados com este acontecimento. Após vários meses de “relativa calma”, essas pessoas tinham começado a voltar à vida normal. Foram encorajadas, também, pelas mensagens pacificadoras do governo e pela presença das tropas de Ruanda e de outros países da África.

Muçulmanos em Moçambique

Ainda de acordo com a ACI Digital, a onda de violência preocupa os responsáveis pela Igreja Católica em Moçambique. O Bispo da diocese de Pemba, Dom António Juliasse, falou sobre a situação “muito complicada” envolvendo “o alastramento dos ataques à província de Niassa”. Segundo ele, “o mesmo quadro” de violência se aplica à província de Cabo Delgado.

“A insegurança ainda é grande, apesar da presença de militares estrangeiros”, disse Dom António Juliasse numa videoconferência.

Desde outubro de 2017, quando os ataques armados muçulmanos tiveram início, morreram mais de três mil pessoas. Por esse motivo, há cerca de 800 mil deslocados internos.

Essa situação tornou Moçambique um país prioritário para a ACN, especialmente em projetos de assistência pastoral e apoio psicossocial. Além disso, a fundação ajuda no fornecimento de materiais para a construção de casas, dispõe de centros comunitários e promove a aquisição de veículos para os missionários que trabalham junto dos centros de reassentamento. Esses locais abrigam as famílias que fugiram das guerras.

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