Sem farmacêuticos: conselho diz que 45% das unidade de saúde de Cuiabá estão ilegais

Conselho Regional de Farmácia vistoriou metade das 130 unidades públicas e estima que 90% delas estejam na mesma situação

Aproximadamente metade (45%) das 130 unidades públicas de saúde de Cuiabá podem estar operando de forma ilegal. É o que afirma o Conselho Regional de Farmácia (CRF). Segundo a entidade, não haveria farmacêuticos atuando nessas unidades.

E segundo a a vice-presidente do conselho, Elizangela Vicunã, a estimativa é que 90% das 130 unidades estejam na mesma situação. Na última fiscalização, 65 delas foram visitadas e 91% não tinham o profissional no local e nem registro junto ao CRF de Mato Grosso.

Automedicação

De acordo com o Ministério da Saúde no Brasil, cerca de 79% das pessoas com mais de 16 anos já tomaram algum medicamento sem prescrição médica ou orientação farmacêutica. Os analgésicos – principalmente para tratar dores de cabeça – são os mais utilizados.

Um dos principais riscos da automedicação é a chamada interação medicamentosa, nome dado ao efeito negativo que o corpo sofre por conta da mistura entre diferentes medicamentos.

“As intoxicações, o aumento da resistência bacteriana e o alto índice de interações são apenas alguns exemplos de que, se o medicamento não for indicado e utilizado de forma correta, traz mais problemas do que soluções. Mas a prefeitura parece não enxergar isso”, diz a vice-presidente.

Desperdício de dinheiro público

Mas, além do risco à população, Iberê Ferreira da Silva Junior, presidente do CRF-MT, afirma que a ausência do farmacêutico pode causar prejuízos para a própria administração pública.

“O farmacêutico orienta sobre a dosagem dos medicamentosas, isso evita o desperdício de recursos. Isso é um desrespeito com a população, que está desassistida”, ele argumenta.

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O que diz a Prefeitura de Cuiabá?

À reportagem do LIVRE, a Secretaria de Saúde de Cuiabá infomrou que:

“- Já houve uma conversa entre a SMS e o Conselho Regional de Farmácia para discutir uma proposta de regulamentação da atuação dos farmacêuticos, começando pela Atenção Secundária (UPAs e Policlínicas) e posteriormente na Atenção Básica (Unidades de Saúde da Família).
– Com a proibição de novas contratações, em virtude de decisões judiciais de primeira e segunda instância, transitadas em julgado, desde outubro, a SMS tem rescindido dezenas de contratos temporários, incluindo de profissionais farmacêuticos.
– Para sanar a situação, a Pasta já protocolou junto à Secretaria Municipal de Gestão os processos solicitando abertura de edital de concurso público e processo seletivo para provimento de cargos na Saúde de Cuiabá. No entanto, essas medidas demandam tempo e não têm prazo para serem concluídas.”

(Com Assessoria)

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