BR-163 volta a ser interditada por conta das chuvas; carretas já estão enfileiradas

O bloqueio ocorre na região de Santa Júlia (PA), região que comumente acontecem os atoleiros

Congestionamento na BR-163, no Pará. Em fevereiro de 2017, centenas de carretas ficaram presas em um atoleiro (Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Caminhões que saem de Mato Grosso e fazem o transporte de commodities e mercadorias com destino ao porto de Miritituba, no Pará, estão parados na BR-163 devido aos atoleiros. Nesta sexta-feira (23), trecho da BR que corta o Brasil de Norte a Sul voltou a ser interditado devido às condições da via. Esse seria o terceiro dia de paralisação. Não se sabe ainda o tamanho da fila de carretas.

Segundo informações recebidas pelo LIVRE, de um caminhoneiro que não quis se identificar, a interdição é feita pelo Exército Brasileiro, em trecho de “serra” próximo a vila Santa Júlia, entre os municípios Novo Progresso e Moraes de Almeida.

Com mais de 40 anos de existência, a BR-163 se tornou a principal rota para o escoamento da produção agrícola mato-grossense. Em fevereiro deste ano, alguns caminhoneiros ficaram parados no mesmo ponto e próximo a Trairão. No início do ano de 2017, em uma série de matérias especiais, o LIVRE acompanhou o drama de famílias inteiras, que pararam distante de municípios e acabaram ficando sem água, comida e até mesmo sem leite para crianças.

De acordo com o caminhoneiro, que está preso no bloqueio, o Exército interditou a rodovia nesta tarde devido a chuva forte de cai. “Ninguém vai, ninguém volta por causa da chuva”, informou.

VEJA MAIS:
Solidariedade ameniza o caos na BR-163
“Tive que dar água da chuva para meu bebê”, diz mãe
Depois de duas semanas, autoridades desembarcam na 163
Vanderley, o último da fila

“Comemorei meus 50 anos no atoleiro”, diz Elizana
Com chuva, fila de carretas na BR-163 chega a 30 quilômetros – veja vídeos

Ubiratã Filadélfo, morador de Moraes de Almeida, município que fica entre Itaituba e Novo Progresso, informou ao LIVRE que a via está sem movimentação de caminhões. “Tanto para saída de Novo Progresso, quanto para vinda de Itaituba, não estão chegando caminhões. Provavelmente os dois lados da BR estão intrafegáveis”, disse.

Segundo ele, no fim desta tarde, por alguns instantes a situação parecia ter sido normalizada, já que alguns caminhões voltaram a transitar no sentido Itaituba – Novo Progresso, contudo foram apenas alguns caminhões. Ele ainda informou que está chovendo muito na região.

O vice-prefeito de Novo Progresso (PA), Gelson Dill, destacou que os transtornos acontecem em “alguns pés de serra quando chove”. Ele associa as paralisações à imprudência de alguns motoristas que não respeitam a fila única. “Alguns motoristas não estão respeitando, começam a fazer fila dupla. Não tem aquele mesmo controle que tinha no ano passado, aí ocasiona esses transtornos aí, mas são poucos, são pontuais e só nos dias que fica um período chuvoso. Quando passa duas, três, quatro horas chovendo direto, aí acontece isso”.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), em nota, disse estar trabalhando na manutenção do trecho entre Moraes de Almeida e Novo Progresso, no Pará, onde, segundo a publicação “o tráfego se vê prejudicado pela presença de duas serras que impõem rampas elevadas e difíceis de serem vencidas, principalmente por caminhões em dias de chuva”, a informação é do diretor de Infraestrutura Rodoviária do Dnit, Luiz Antônio Garcia.

Segundo ele, somente 46 km da BR ainda não foram pavimentados entre Cuiabá e Santarém. No local, o Dnit realiza, em parceria com o Exército Brasileiro, obras de terraplanagem, encascalhamento e detonação de rochas com o objetivo de reduzir as rampas. “Esse trabalho está sendo feito enquanto a pavimentação asfáltica não é feita”, esclarece o diretor.

Drama vivido pelos caminhoneiros

Em vídeos que circulam nas redes sociais, é possível ver o drama vivido por quem depende da estrada para sobreviver. Carretas em fila dupla tentam passar o trecho lamacento sem ajuda da patrola e acabam “enganchando” em carretas que estão presas no atoleiro. Em grupo de caminhoneiros no Facebook, há relatos dos últimos acontecimentos na estrada. “A situação só complica a cada dia na BR-163, essas fotos são do morro da Júlia próximo a Moraes de Almeida PA”, disse um internauta que publicou as imagens abaixo.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros





Aceito que meu nome seja creditado em possíveis erratas.

2 COMENTÁRIOS

  1. Bom dia.
    Não é só isso de quilômetros que falta para ser asfaltada.
    Isso aí é até o km 30.
    Se for para Santarém da mais de 100.
    Mas o que segura agente de passar é mais no Santa Júlia e no Moraes que é onde o Exército está fazendo.
    Sou caminhoneiro
    Passei aí entre os dias 20 e 23 do mês passado.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorMédicos e estudantes oferecem exames gratuitos para prevenção do câncer neste domingo
Próximo artigoDelator de esquema na Seduc, Permínio fica em prisão domiciliar mas pode viajar para fazenda