Bolsonaro defende que pais tenham direito de não vacinar filhos contra o coronavírus

O presidente lembrou que o coronavírus é bem menos letal em crianças do que em adultos

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre )

O presidente Jair Bolsonaro fez críticas aos que exigem que crianças menores de 12 anos de idade sejam vacinadas. Em entrevista à Rádio Nova, nessa quinta-feira (6), o presidente afirmou não ver necessidade na vacinação de crianças e adolescentes.

Ainda na entrevista, Bolsonaro lamentou a decisão da Anvisa em permitir a vacinação de crianças e informou que sua filha não será vacinada.

“A Anvisa, lamentavelmente, aprovou a vacina para crianças entre 5 e 11 anos de idade. A minha opinião, quero dar para você aqui: a minha filha de 11 anos não será vacinada”, disse Bolsonaro.

Possíveis interesses obscuros

Bolsonaro afirmou também que quem está preocupado em vacinar crianças contra o coronavírus deveria estar preocupado também em outras doenças que afligem o Brasil.

Sem citar nada em específico, Bolsonaro questionou a decisão da Anvisa e indagou se haveria algum interessa por trás da decisão.

“O que está por trás disso? Qual o interesse da Anvisa por trás disso aí?”, indagou. “Qual é o interesse das pessoas taradas por vacina? É pela sua vida? É pela sua saúde? Se fosse, estariam preocupadas com outras doenças no Brasil, mas não estão”.

Menos letal em crianças

O presidente lembrou também de que o coronavírus é menos letal em crianças e sugeriu que cada pai e mãe tenha o direito de escolher vacinar ou não seu filho.

“Eu pergunto: você tem conhecimento de uma criança de 5 a 11 anos que tenha morrido de covid? Eu não tenho”, disse o presidente. “Então, converse, veja se é o caso de você vacinar o seu filho ou não. É um direito seu vaciná-lo, está autorizada a vacinação e ela é voluntária”.

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