Aos 47 anos, elefanta resgatada de circo morre em Santuário de Chapada

Vítima de maus tratos, Guida foi uma das primeiras a chegar no santuário

(Foto: Reprodução/Santuário dos Elefantes)

“Nunca é fácil perder um elefante, mas quando não há sinais e sua luz ainda brilha tão forte, é mais difícil aceitar. Sabemos dos danos que anos de cativeiro podem causar, mas não estávamos preparados para perde-la”.

Foi com esse relato emocionado que a equipe do Santuário de Elefantes (SEB), localizado no distrito Rio da Casca, em Chapada dos Guimarães (100 km de Cuiabá), anunciou, nesta terça-feira (25), a morte de Guida, a primeira elefanta a chegar em Mato Grosso, ainda em 2016.

De acordo com a ONG internacional Global Sanctuary for Elephants, responsável pelo santuário, Guida nasceu na Tailândia, mas foi sequestrada ainda bebê, para trabalhar em um circo pela Ásia. Quando foi resgatada pela ONG, viveu por um tempo, viveu em um sítio no interior de Minas Gerais, até que chegou, com a elefanta Maia, em Mato Grosso.

O santuário que abriga agora duas elefantas tem mais de 1,1 mil hectares de área. Em dezembro de 2018, Guida e Maia ganharam Rana como companheira.

A morte de Guida foi constatada na noite de segunda-feira (24).  Ela tinha cerca de 47 anos. Em média, um elefante pode viver 70 anos. Contudo, se for criado em cativeiro, o tempo é reduzido para 35 anos. Apesar de superar a expectativa de vida, sua morte será investigada.

Guida foi encontrada presa em uma trilha estreita, com a mobilidade reduzida e aparentando fraqueza, segundo o anúncio.

“Guida é a nossa menina que sempre escolheu seguir os caminhos mais difíceis, esta dificuldade não era comum. Não sabemos porque sentiu que estava presa, mas a ajudamos sair, alargando um pouquinho o caminho com varas e a encorajamos com palavras, e, assim, saiu da trilha. Depois ela parecia se sentir presa no riacho, que é muito raso. Seu corpo parecia exausto, suas pernas entortavam ligeiramente de vez em quando”.

Uma retroescavadeira foi usada para ajudar Guida a se mover, já que ela não conseguia sozinha. Ainda no trajeto, a elefanta se apoiou em um monte de terra para descansar, mas não voltou a se levantar, até que parou de respirar.

Confira o anúncio do Santuário aqui.

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