Verão acende alerta para dengue, zika e chikungunya; especialista explica porque

Médico infectologista lista doenças comuns nessa época do ano e quais cuidados devem ser tomados para evitá-las

(Foto: Polina Tankilevitch / Pexels)

Com a chegada do verão, os cuidados com a dengue, zika e chikungunya – todas doenças transmitidas pelo mosquito aedes aegypti – precisam ser rodobrados. Essa é a época com maior incidência de casos e o médico infectologista Marcus Vinicius Mario Miranda explica o motivo.

Trata-se de um período mais quente e com muitas chuvas, o que ocasiona um maior acúmulo de água parada, que pode ajudar na reprodução do mosquito transmissor.

Os sintomas de quem é infectado podem variar. “Nos adultos é bem comum a ocorrência de febre alta (entre 39 e 40 graus) associada à dor de cabeça, prostração, dores musculares e nas articulações. Também dor atrás dos olhos, vermelhidão no corpo e coceira. Nas crianças, a febre alta pode vir acompanhada de apatia, sonolência, recusa da alimentação, vômitos e diarreia”, ele cita.

Tratamento

Não há tratamento específico contra os vírus que causam essas três doenças. A ingestão de muito líquido é fundamental para a recuperação do corpo e evitar a desidratação.

Médicos indicam também medicações contra os sintomas mais comuns, como a febre, dores e vômitos. E é preciso evitar remédios como ácido acetilsalicílico e anti-inflamatório, por interferirem no processo de coagulação do sangue.

Prevenção

A melhor forma, todavia, ainda é a prevenção. Ela é feita combatendo os criadouros de mosquitos que são todos os locais com possível acúmulo de água parada. Também devem ser utilizados repelentes, que auxiliam na não ocorrência da picada, que é a forma principal de transmissão.

Para proteger as crianças, o médico diz que é preciso sempre orientar a boa ingesta de líquidos, a constante higienização das mãos e uma alimentação balanceada com legumes, verduras e frutas frescas.

Outras doenças comuns no verão

  • otite,
  • conjuntivite,
  • doenças dermatológicas,
  • intoxicação alimentar,
  • insolação,
  • desidratação.

Para cada uma delas há medidas próprias, mas é sempre importante lembrar da higienização constante das mãos, dos alimentos, evitar aglomerações, não compartilhar elementos de uso pessoal e não esquecermos do uso de repelentes e de protetor solar durante as idas a áreas abertas.

(Da Assessoria)

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