Toffoli teria recebido R$ 3 milhões para alterar voto no TSE

De acordo com o ex-governador Rio Sérgio Cabral, o ministro tinha a prática de facilitar ou dificultar processos, de acordo com seus interesses

(Foto: Nelson Jr./SCO/STF)

Em depoimento de delação premiada, o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral afirmou que o ministro Dias Tóffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu propina para alterar seu voto.

De acordo com o ex-governador do Rio, Tóffoli teria recebido R$ 3 milhões para alterar seu próprio voto, e R$ 1 milhão para conceder liminares favoráveis a prefeitos do Estado do Rio.

De acordo com a revista Crusoé, o pagamento ao ministro foi operacionalizado através de uma estrutura de recursos ilícitos pelo ex-secretário de Obras Hudson Braga, ligado ao ex-governador Pezão.

O ministro ainda é acusado por Cabral de obstruir 12 inquéritos abertos com base na delação dele, que foram abertos por outro ministro do STF, Edson Fachin, no ano passado.

O depoente afirma que Tóffoli facilitava processos onde obtinha vantagens financeiras e dificultava ou impossibilitava processos onde não era beneficiado.

PF quer investigar ministro

Na última segunda-feira (11), a Polícia Federal pediu ao STF abertura de inquérito para investigar Tóffoli sobre as supostas vendas de sentenças.

Ministro nega corrupção

Até o momento, Tóffoli nega ter recebido qualquer recurso para alterar votos em sessões do Supremo Tribunal Federal.

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