PF pede ao STF abertura de inquérito para investigar Toffoli por suposta venda de sentenças

Pedido tem como base a delação do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. Ele afirma que o ministro do STF teria recebido R$ 4 milhões em propina

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um inquérito para investigar a suposta participação do ministro da Corte Dias Toffoli, na venda de decisões judiciais. A investigação precisa de autorização do próprio STF para ser iniciada.

A solicitação foi enviada ao gabinete do ministro Edson Fachin, que encaminhou o caso para manifestação da Procuradoria Geral da República (PGR).

O pedido tem como base a delação premiada do ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral. Em depoimento ele afirmou que o ministro recebeu R$ 4 milhões em propina para favorecer dois prefeitos do Rio em processos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Toffoli foi ministro do TSE entre 2012 e 2016, tendo sido presidente de maio de 2014 a maio de 2016. Os pagamentos, diz Cabral, teriam sido realizados nos anos de 2014 e 2015 e operacionalizados por Hudson Braga, ex-secretário de Obras do Rio de Janeiro.

Por meio da assessoria, o ministro disse não ter conhecimento dos fatos mencionados e disse que jamais recebeu os supostos valores ilegais. Toffoli também refutou a possibilidade de ter atuado para favorecer qualquer pessoa no exercício de suas funções.

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