TJ mantém prisão de irmãos acusados de homicídio em Sinop

Dupla matou marido e um amante a mando de maquiadora, que confessou à Polícia Civil a ordem pelos crimes

Foto: Assessoria/TJMT

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso manteve a prisão preventiva dos irmãos José Graciliano dos Santos e Adriano dos Santos – ambos acusados de matar por encomenda o marido e amante da maquiadora Cléia Rosa dos Santos Bueno.

A decisão foi dada por unanimidade pela Terceira Câmara Criminal em sessão realizada na quarta-feira (27).

As vítimas foram Adriano Gino e Jandirlei Alves Bueno. Os homicídios ocorreram em 2016, no município de Sinop (500 km de Cuiabá).

A defesa alegou no pedido de habeas corpus constrangimento ilegal por excesso de prazo, argumentando que os irmãos estão presos há dois anos e ainda não foram levados a julgamento em júri popular.

Além disso, não houve pela Justiça a revisão da fundamentação para manter a prisão preventiva a cada 90 dias, conforme exigência da nova redação do parágrafo único do artigo 316 do Código de Processo Penal.

No entanto, todos os argumentos foram rejeitados pelos magistrados. Participaram da votação os desembargadores Gilberto Giraldelli, Rondon Bassil Dower Filho e Juvenal Pereira da Silva. Até nesta quinta-feira (28), o teor da decisão estava pendente de publicação.

Os irmãos já foram denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE), juntamente com a maquiadora Cléia Rosa dos Santos. O trio será julgado por diversos crimes dos quais estão homicídio qualificado cometido mediante promessa de recompensa e também por motivo fútil, de maneira cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e ocultação de cadáver.

O caso

O marido da maquiadora Cléia Rosa dos Santos Bueno, Jandirlei Alves Bueno, de 39 anos, foi assassinado em outubro de 2016.

De acordo com a polícia, o crime teria sido cometido por Adriano a pedido da mulher, de quem era amante. Os dois simularam um latrocínio – roubo seguido de morte – para tentar despistar a polícia.

Jandirlei levou duas facadas no abdômen, foi hospitalizado e morreu dois meses depois.

As investigações da Polícia Civil apontam que Cléia queria se separar do marido para ficar com o amante.

Como parte do plano, ela simulou que estava em estado de choque e não soube passar detalhes do que tinha acontecido no dia do suposto assalto à residência do casal. Não informou, por exemplo, as características dos suspeitos.

À polícia, a mulher disse que o amante mudou o comportamento depois que passou a morar com ela e começou a ameaçá-la caso se separasse dele.

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