Tamanho do absurdo

Na ação contra o prefeito Emanuel Pinheiro, o Ministério Público comparou e mostrou o quão absurdas eram as contratações na saúde

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

Para garantir que todos entendessem o quão absurdos eram os números de funcionários temporários contratados na Secretaria de Saúde de Cuiabá, o Ministério Público de Mato Grosso fez uma comparação.

Na ação civil cujos pedidos resultaram na Operação Capistrum, deflagrada na última terça-feira (19), os promotores compararam o “tamanho” da Pasta com o Poder Judiciário de Mato Grosso inteiro.

Segundo os promotores, uma pesquisa no Portal da Transparência de Cuiabá mostrou que, no dia 10 de setembro, a Secretaria de Saúde tinha 6.696 servidores, sendo 3.565 temporários, ou seja, pouco mais de 53%.

Já na Empresa Cuiabana de Saúde Pública, eram mais 1.827 servidores, dos quais somente 6 eram concursados. Os temporários, portanto, representavam 98% do total.

Somando as duas estruturas, Cuiabá possuía – até aquela data – 5.368 trabalhadores que chegaram aos cargos sem passar por concurso público.

Agora a comparação. O Poder Judiciário de Mato Grosso, com suas 79 comarcas espalhadas por todo o Estado, possui 4.579 servidores ativos. Em outras palavras, “pouco mais da metade dos servidores (temporários – grifo nosso) de apenas uma das secretarias do Município de Cuiabá”.

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