Se organizar direitinho, todo mundo cria: curso ensina a transformar ideias em projetos

Curso é gratuito e será realizado via plataforma Zoom

O que te orienta quando você perde a referência? É a partir desta reflexão que o curso “Se organizar direitinho, todo mundo cria” apresenta noções e técnicas básicas para fazer do estado de inspiração um hábito. Por meio de composições de referências visuais e sonoras, os inscritos serão introduzidos à prática da coleção organizada como forma de elevar uma ideia ao patamar de projeto estruturado, passível de ser realizado.

Sob mentoria do gestor criativo e publicitário Alexandre Cervi, os encontros gratuitos acontecem nos dias 9,10,13, 14 e 15 de dezembro via Zoom, das 19h às 21h no horário de MT. Ao final de cada reunião, uma hora para plantão de dúvidas será disponibilizada a quem se interessar.

Entre aulas ao vivo e materiais gravados, as funcionalidades e técnicas de organização ganham sentido por meio de exercícios que possibilitam a formatação de uma abstração. Para isso, Alexandre aborda os conceitos de coleção e diário a partir de seu referencial teórico.

“Um dos pontos tratados no curso diz respeito ao ato de tirar um objeto ou elemento de seu contexto original e reordená-lo num novo contexto, iniciando assim uma coleção. Isso se dá a partir de uma escolha individual e muito artística, cujo sentido é dado por quem o faz. Já a noção do diário nos diz que é importante registrar o que está sendo feito, como uma linha do tempo. No fim, é todo esse processo que nos leva ao progresso na criação”, explica ele.

Direcionados a artistas das múltiplas linguagens, comunicadores, interessados na cultura enquanto prática e pesquisa e autônomos que busquem aprimorar seus processos de coleta e inspiração, os três módulos do curso abordam também temáticas como economia compartilhada e colaborativismo, coesão e composição, performatividade e auto-ficção e storytelling.

Somadas, essas experiências ajudarão a criar um grande painel semântico. “Vou oferecer algumas referências, técnicas e ferramentas básicas, como, por exemplo, as que um arquiteto, um designer de moda ou um publicitário usam. Você pode juntar um tecido com uma foto, um recorte de revista e um trecho de música, e aos poucos vai formando seu painel”, explica Alexandre.

Ou seja, ao longo dos exercícios, a possibilidade de levar o acúmulo de materiais e aquilo que se passa “offline” para a plataforma digital, ganha concretude. Neste contexto, o debate se estende à consciência de consumo e à sustentabilidade, uma vez que a ideia de coleções digitais oferece meios para se trabalhar com esse amontoado de conteúdo virtualmente, portanto, sem gerar lixo no processo.

“Esse é o gancho para falarmos sobre questões como o consumo consciente, trazermos dados sobre a produção de lixo no mundo e nos propormos a colocar em prática o que foi aprendido no curso pensando que, o que será criado a partir dali é uma nova ideia que vai para o mundo e que ela precisa fazer sentido. Ela deve, inclusive, ser pensada como parte de um organismo maior”, diz Alexandre.

Esta jornada leva à conclusão do curso, que tem como foco o colaborativismo. “Neste ponto podemos pensar que a colaboratividade é importante a partir do momento em que se compartilha conhecimento e se juntam forças. Então estamos criando uma rede e dizendo que é possível formatar projetos e conseguir parceiros para que consigamos desenvolver as ideias ao longo do curso.”

Vale destacar que o conteúdo gravado corresponde a 5 horas de aula – incluindo vídeos, pesquisa e referências pessoais – mais 15 horas síncronas via Zoom (10 de curso e 5 de plantão de dúvidas). Para participar, é necessário inscrever-se para receber o link de acesso. Além disso, o facilitador disponibilizará no Spotify algumas playlists de inspiração criadas por ele. Mais informações podem ser obtidas por meio do www.aprimeiropiso.com.

Mini currículo

Graduado em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda pela UFMT, Alexandre participou de intercâmbio sanduíche em Design e Marketing de Moda na Universidade do Minho, em Guimarães, Portugal. Atualmente é membro articulador do In-Próprio Coletivo (artes híbridas); gestor da plataforma 1º PISO (território cênico virtual) e atua, ainda, em seu próprio salão: o Serve Cervi – cortes de cabelo, tão somente.

Nos últimos anos desenvolveu-se como empresário-proprietário do Metade Cheio, um espaço multicultural localizado no centro de Cuiabá desde 2017, no qual realiza a gestão, produção e curadoria geral. Também produz desde 2016 e é idealizador do Bloco do Glitter, movimento disparado pelo carnaval para o entretenimento público e debruçado na potencialização da ocupação consciente da cidade/centro histórico/rua.

(Informações da Assessoria)

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