“Quem diz: ‘um dia serei feliz’ nunca o será”, afirma Cortella

Mario Sergio Cortella, filósofo, professor, pensador e escritor, é conhecido, também, pela abordagem que faz sobre a felicidade

Conhecido, também, pela abordagem que faz sobre a felicidade, o filósofo, professor, pensador e escritor Mario Sergio Cortella afirmou, durante visita à Cuiabá na última sexta-feira (04), que aquele que diz: “um dia serei feliz”, nunca o será. Isso porque, segundo ele, a felicidade não está no futuro, mas sim no presente, na existência da pessoa hoje.

“A felicidade não é um lugar onde você chega. É um processo muito mais refletido e adensado, que não vem sempre e quando vem, vai embora e vai embora outra vez, é um evento. Não se pode confundir felicidade com euforia, que pode ser conduzida, inclusive, por substancias químicas”, declarou.

Ainda conforme o filósofo, é impossível ser feliz o tempo todo. “Alguém que se coloca como feliz o tempo todo não é feliz, é tonto. A vida tem turbulências, dificuldades. Se a pessoa é feliz o tempo todo, não está entendendo o que está acontecendo”.

Durante sua passagem pela capital mato-grossense, para palestrar durante o 3º Simpósio do Hospital Santa Rosa em Gestão Hospitalar, Cortella também falou um pouco sobre o papel da filosofia nos dias atuais.

“Muitos dizem que a filosofia é uma atividade que ajuda a pensar. Isso é equivocado. Pensar é um atributo da espécie, nós pensamos porque humanos somos. Outros dizem que ajuda a pensar melhor, mas não necessariamente, o Nazismo tinha filósofos, o Fascismo também. A ideia de que a filosofia é libertadora também não é correta o tempo todo”, pontuou.

Segundo ele, a filosofia é um saber e não uma ciência, é preciso que ela seja feita de modo a introduzir a suspeita em relação as certezas absolutas. “Não poderíamos ter uma sociedade marcada exclusivamente por filósofos, senão nossas usinas hidrelétricas não funcionariam, nosso gado não seria criado, por exemplo. Mas uma sociedade sem atenção à filosofia fica automática, robótica. A filosofia ajuda a introduzir a indagação sobre os porquês e isso é importante para deixar uma vida mais servil, mais consciente”.

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