Pesquisa da UFMG aponta que tese do “boi bombeiro” não se sustenta

Estudo confrontou dados sobre rebanho e focos de incêndio e descobriu que as regiões com mais gado são, justamente, as que mais queimam

(Arquivo Pessoal)

Levantamento feito por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) indica que a tese do “boi bombeiro” não tem a eficácia no controle de fogo no Pantanal, como defendido pelo ministro Ricardo Salles. 

Os números compilados a partir de banco de dados públicos mostraram que os focos de fogo estão ocorrendo, justamente, nas áreas com maiores rebanhos de gados. 

A avaliação saiu dos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a quantidade de gado por cidades em 2018, a última atualização sobre o assunto disponível. Eles foram cruzados com os registros do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) de incêndio no mesmo período. 

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A lista das áreas com mais gado no Brasil tem quatro cidades de Mato Grosso, onde também se acenderam mais focos de fogo nos últimos meses. 

Em Cáceres (220 km de Cuiabá), onde havia mais de 1 milhão de cabeças de gado há dois anos, foram registrados 18,9 mil focos de incêndio. Porto Esperidião (330 km de Capital), com pouco menos de 550 mil cabeças, teve 10 mil focos. 

Santo Antônio do Leverger e Poconé, também na faixa acima de 500 mil bois cada, tiveram cerca de 10 mil focos de incêndio. 

A teoria do “boi bombeiro” já foi defendia, por exemplo, pelos ministros do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e de Agricultura, Teresa Cristina. A ideia é que quanto mais gado no campo, menos a chance de incêndio. 

O gado ajudaria a reduzir esse risco por se alimentar do capim, que no período de estiagem seca e fica inflamável. 

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