Pandemia: o que esperar do futuro no mercado de trabalho?

Como o título da música de Milton Nascimento, "nada será como antes, amanhã"

(Foto: Vlada Karpovich / Pexels)

Informalidade, jornadas flexíveis, regime de trabalho híbrido, automação de serviços e mudança na engenharia física e processual das empresas. Estas são algumas mudanças tidas como certas pelos especialistas que estudam o futuro do trabalho.

Mas, você está preparado para isso?

Caso a resposta ainda não esteja clara em sua mente, é a hora de entender o que está acontecendo, como se adaptar e o que será exigido de você pelos contratantes.

Sistema híbrido

O primeiro consenso sobre a questão é a adoção do sistema híbrido de trabalho, que já está sendo empregado na Europa, nos países com a vacinação avançada.

O e-book “Guia Definitivo do Mercado de Trabalho Pós-pandemia”, publicado pelo jornal Gazeta do Povo, fala em uma jornada presencial de até três vezes na semana, sendo que o resto do trabalho fica para casa, como se dizia na época da escola.

Além do trabalho ganhar outra dinâmica, também haverá redução dos problemas de mobilidades e os espaços de dentro da empresa serão remodelados. A publicação defende que as estações de trabalho estão com os dias contados.

A arquitetura empresarial deve ser modificada para abrigar, no espaço da empresa, as salas de reuniões, áreas de lazer e espaços de coworking. Tudo para atender às novas necessidades e ainda tornar prazerosa a passagem pelo escritório.

Dar ao trabalho o lugar dele

A saída diária de casa para o trabalho dava às pessoas uma falsa sensação de haver uma dicotomia entre os dois espaços. Esse sentimento acabou com o home office.

Sendo assim, ao mesmo tempo em que o eu profissional e o eu pessoal se fundiram em um espaço, as pessoas precisaram de disciplina para organizar as coisas em seu lugar.

Entre familiares, vizinhos e filhos, ainda é preciso executar as atividades laborais, o que leva as pessoas a entenderem que o trabalho é apenas uma das faces da vida e não pode ocupar mais que uma parcela do seu tempo.

Dessa forma, a organização da vida também exigirá mais dos líderes, que precisam ser mais claros e transparentes nas relações de trabalho e sobre os resultados esperados.

Lembrando que não adianta tentar relutar, o processo já está em andamento. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 3,5 milhões de pessoas trabalhavam em jornada remota no Brasil antes da pandemia. Agora, o número já passa de 7,5 milhões.

Até agora não vi vantagem. Ela existe?

Um dos pontos elencados do e-book como vantagem é o fim dos polos de inovação. Quer dizer que, se você é profissional de uma área que não se desenvolveu onde você mora, isso não é mais um problema. Será possível atuar no setor, da região do país onde você está.

Sendo assim, há uma possibilidade maior de se democratizar as oportunidades de trabalho, não as condicionando ao posicionamento geográfico. Além disso, ter uma diversidade maior na abordagem dos projetos, já que cada um trará de maneira direta ou indireta a peculiaridade da região do criador.

O que serão fatores decisivos?

Certamente a habilidade de trabalhar e conviver em ambiente digital.

Mais do que diplomas, quem contrata estará focado nos resultados já alcançados por aquele profissional. Eles comprovarão que o candidato à vaga consegue dar o resultado esperado, mesmo estando fora do escritório.

Um fator que deve ser fortalecido são as recomendações e indicações, que passam a ser essenciais em qualquer currículo.

Que profissões estarão em ascensão?

Além das de tecnologia, como já se é sabido, temos os setores de logística, e-commerce, recursos humanos.

Esta última, um pouco distante do que se apresenta hoje em relação aos cargos disponíveis. Ao invés de chefe de RH, teremos: People analytics e Especialista em transformação cultural/digital.

E como nessa área, haverá outras mudanças na nomenclatura dos cargos, bem como nas atribuições e expertises exigidas.

Clique aqui e tenha acesso ao e-book na íntegra.

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