Home office: 86% dos empregados gostariam de continuar trabalhando em casa

Apesar disso, pesquisas da Fundação Getúlio Vargas apontam que o sistema está longe de ser o ideal para quem aderiu à prática

(Foto: Reprodução/Pixabay)

Um estudo realizado pelo FGVim, centro de pesquisas sobre inovação da Fundação Getúlio Vargas, aponta que, embora mais da metade dos profissionais (56%) tenha encontrado alguma dificuldade para trabalhar em casa durante a pandemia do novo coronavírus, 86% deles gostariam de manter o home office, mesmo quando o período de isolamento social acabar.

Outro levantamento da FGV, entretanto, aponta que para fazer isso, é preciso alguma adaptação.

Em parceria com o Institute of Employment Studies (IES), do Reino Unido, e apoio técnico da empresa Sharecare, o Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde da FGV identificou que os sintomas físicos que se tornaram mais frequentes que o habitual entre os brasileiros que aderiram ao home office foram: dores nas costas (58%), no pescoço (75%), fadiga ocular (55%), perda de sono (55%) e dores de cabeça (53%).

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A grande maioria dos entrevistados (87,4%) começou a trabalhar em casa devido à pandemia, mas apenas 15,9% receberam algum tipo de suporte para o trabalho por parte do empregador.

Além disso, 46%  disseram ter passado a trabalhado mais horas que antes e em horários irregulares.

Uma realidade que, segundo a executiva especializada em habilidades comportamentais em empresas Erika Linhares pode ser diferente com um passo a passo relativamente simples de ser seguido.

1. Estabeleça horários

Evitar dormir e acordar tarde é o primeiro passo. O ideal é que você mantenha uma rotina próxima de quando o trabalho era presencial. Passar a acordar mais tarde pode dar a impressão de férias e causar improdutividade, segundo Linhares.

Além disso, é preciso que você estabeleça – e siga – um horário de trabalho. Colocar em um cronograma sua rotina, estabelecendo horários para cada tarefa, pode ajudar.

2. Faça pausas, mas conscientemente

Ficar o dia todo na frente de uma tela pode causar estresse. Por isso, faça intervalos e os inclua dentro do cronograma da rotina diária. Mas não se deixe levar pela rotina da casa.

Com marido ou esposa e filhos no mesmo ambiente de trabalho, é preciso fazer “pactos” para manter a produtividade.

No caso das crianças, é preciso combinar os horários em que os pais estão trabalhando e não podem ser interrompidos. É fundamental que eles aprendam a respeitar o limite de convivência.

3. Escolha o melhor local de trabalho

Segundo Erika Linhares, é fundamental que esse espaço seja longe da cama e da televisão. Além disso, se o espaço estiver organizado vai te ajudar a manter a concentração para que o trabalho possa fluir.

Ter as ferramentas que você precisa funcionando perfeitamente também evita atrasos, seja internet ou notebook, por exemplo.

4. Mantenha contato com as pessoas

Linhares diz que é preciso acionar as pessoas com quem você se relacionava no ambiente de trabalho mesmo à distância. Não é preciso esperar um encontro físico para resolver problemas. Ferramentas como telefone, Skype ou as redes sociais estão aí para isso.

E quando optar por fazer uma reunião virtual, compartilhe o material previamente. Isso vai fazer com que todos tenham conhecimento sobre o assunto a ser discutido, dessa forma, a reunião tende a ser mais rápida e pragmática.

(Com informações da Agência Bori e da Assessoria)

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