O homem de cem destinos

Eu sei que esse homem existe, já existiu e possivelmente continuará existindo

Ele era um homem como outro qualquer. Mas era alguém com suas muitas particularidades. Ele era um homem de cem destinos!

Era alguém encantado pela vida. Era encantado pelas possibilidades. Estava inebriado pelas diversas opções, tal qual um homem parado em frente a um grande buffet pensando no que vai comer. Por fim, esse homem tenta colocar tudo de uma vez em seu prato. O resultado eu não preciso escrever.

Eu sei que esse homem existe, já existiu e possivelmente continuará existindo.

Confesso que, não muito tempo atrás, esse homem fui eu, com os meus mais de cem destinos.

Nesse período em questão, eu sentia com clareza que poderia ser quem eu quisesse, fazer o que eu desejasse, realizar o que me viesse à cabeça.

Por incrível que pareça, ou não, foi um dos momentos de maior angústia da minha vida, a sensação de poder ser qualquer coisa, mas, no final, não se tornar nada.

Essa é a maldição do homem de cem destinos: ser uma eterna promessa. Um eterno desejo, uma eterna possibilidade e nunca uma realização. Afinal, escolher um destino é renunciar a todos os 99 possíveis.

Eu comecei a encontrar paz quando, na verdade, percebi que que os outros destinos não eram possíveis. Poderiam ser no campo das ideias ou enquanto possibilidades no mundo, mas para a minha vida, não.

Nenhum desses outros destinos estaria em consonância com meu chamado particular e intransferível de vida.

Quando isso ficou claro, o peso dos outros 99 destinos saiu das minhas costas, me deixando somente com aquele caminho que, às vezes, parece que foi feito para mim.

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