Motorista de aplicativo é acusado de assediar ao menos cinco passageiras

As denúncias foram feitas no grupo do Facebook "Aonde não ir em Cuiabá"

Imagem ilustrativa

Uma passageira denunciou um motorista de aplicativo nesse domingo (1º) afirmando ter sido assediada durante uma corrida no 99 Pop. A denúncia fez com que, até o momento, outras quatro mulheres reconhecessem o suspeito e dissessem terem sofrido assédio do mesmo homem.

Segundo a jovem, ela chamou uma corrida pelo aplicativo 99 Pop para voltar para casa porque a chuva estava muito forte e um motorista foi enviado em um VW Gol.

A princípio, ele falou sobre a chuva. Porém, no meio do caminho começou a olhar de forma que a passageira considerou estranha, mas ignorou.

De repente, ele perguntou o que ela faria no sábado a noite e ela respondeu apenas que iria descansar.

Ele, então, disse: “Queria te conhecer melhor. Tem como?”. Ela rapidamente disse que não, que tinha namorado e, assustada, pediu para não mais conversar e ficou de cabeça baixa, mexendo no celular.

Durante a corrida, o motorista, segundo o relato da passageira, olhou novamente de maneira estranha para ela e voltou a falar que ficou muito interessado nela, que ficou quieta.

Já próximo da casa da jovem, ele pediu inúmeras vezes o número da passageira, mesmo ela repetindo que não queria, chegando a constrangê-la. Mas, por fim, deixou-a em casa.

A jovem resolveu publicar a situação no grupo do Facebook “Aonde não ir em Cuiabá“, afirmando que espera que a publicação sirva de alerta para os usuários do aplicativo.

Ela afirmou, ainda, que realizou uma denúncia no aplicativo, mas que não obteve resposta da plataforma.

Outras vítimas

Nos comentários da publicações, até o momento, quatro outras mulheres já disseram terem sido assediadas pelo mesmo motorista. Inclusive publicaram prints de suas corridas.

Uma delas disse que ele perguntou se ela tinha namorado e se gostava de beber, a olhava de forma estranha e constrangedora e chegou a mudar de rota, mas que viu que ela estava no celular e voltou para a rota certa.

Por fim, ele pediu o número dela para quando ela precisasse de motorista e, durante a madrugada, mandou mensagens que ela considerou ousadas e foi bloqueado.

Outras três não contaram como foi o assédio, apenas relataram que foi o mesmo motorista.

Outro lado

Em nota, a 99 Pop lamentou os casos relatados pelas passageiras, disse que bloqueou o motorista acusado de assédio, se disponibilizou a ajudar nas investigações da polícia e afirmou que a empresa adota medidas para combater o assédio.

Veja nota na íntegra:

A 99 lamenta profundamente os casos relatados pelas passageiras envolvendo um motorista da plataforma. Assim que tomamos conhecimento, bloqueamos o motorista e mobilizamos uma equipe que manteve contato com as vítimas para oferecer todo o acolhimento e suporte necessários. Estamos disponíveis para colaborar com as investigações da polícia. 

A empresa esclarece ainda que leva a sério a segurança dos passageiros e motoristas parceiros e trabalha constantemente para aprimorar suas ferramentas de segurança, principalmente para as mulheres. Por isso, investimos em segurança antes, durante e depois das corridas. 

Entre as medidas está um curso online sobre o combate ao assédio, o kit de segurança, que oferece a opção de compartilhar a rota para contatos de confiança, além de poder ligar para a polícia. O app também possui uma inteligência artificial, o Rastreador de Comentários, que vasculha automaticamente as avaliações das usuárias ao fim das corridas para a identificação dos casos de assédio ou violência sexual. Com essa tecnologia, a empresa pode priorizar esses casos e acolher a vítima de maneira humanizada, bem como tomar todas as providências possíveis, que pode incluir bloqueio e colaboração com a investigação das autoridades.

Passageiras e motoristas que tenham sofrido esse tipo de violência devem reportar imediatamente para a empresa, por meio de seu app, ou no telefone 0800-888-8999, para que o acolhimento e suporte necessários sejam oferecidos. Trabalhamos 24 horas por dia, 7 dias por semana, para cuidar exclusivamente da proteção dos usuários, sejam elas motoristas ou passageiras“.

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