Médicos do Samu denunciam 6 meses de atraso salarial e anunciam demissão em massa

Os cerca de 60 médicos que atuam na baixada cuiabana redigiram uma carta aberta que classificaram como um desabafo e um pedido de socorro

Depois de ser esfaqueada, vítima correu em busca de socorro (Foto: Reprodução)

Cerca de 60 médicos que compõem a equipe médica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da Baixada Cuiabana anunciaram, por meio de carta aberta divulgada nesta segunda-feira (7), um pedido de demissão em massa devido às condições de trabalho às quais estão sendo submetidos.

Ao classificarem o texto como um desabafo e um “pedido de socorro”, os profissionais denunciam um atraso salarial superior a seis meses e uma situação indigna de trabalho.

“Faltam medicações básicas, faltam luvas para o atendimento inicial, faltam macas, faltam ambulâncias. (…) Faltam condições que nos ajudem a manter o mínimo para tentar dar o atendimento digno à população. (…) “Chegamos ao cúmulo de seis meses de atraso salarial, ficando inviável manter o vínculo com a instituição”, dizem trechos do documento.

Os médicos, que são terceirizados do Governo do Estado, afirmam ainda que chegaram ao limite dos esforços junto à Secretaria de Estado de Saúde.

Um dos profissionais, que preferiu não se identificar, disse ao LIVRE que a equipe não sabe sequer para quem está trabalhando.

“Até dezembro trabalhávamos para a Pró-Clin, que assumiu por meio de um contrato emergencial e estava honrando os compromissos, mas parece que o Estado não fez os repasses e daí começou a atrasar”, explicou.

Ainda segundo ele, em 20 de dezembro a empresa Pró-Ativa, que é de Curitiba, venceu o processo licitatório para prestação dos serviços, mas a licitação teria sido suspensa. “Não tem nada oficial, não foi publicado. Não sabemos de nada, estamos rendidos”.

Embora assegurem que irão se desligar do Samu, os médicos asseguram que irão respeitar os trâmites exigidos por lei para evitar ainda mais prejuízos à população.

Leia a carta na íntegra:

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