Mais pessoas doentes, menos morte: infectologista explica o “futuro” da covid-19

Taxa de infecção em Mato Grosso, hoje, é maior do que há 30 dias, mas as mortes caíram quase duas vezes

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

A pandemia do novo coronavírus não passou, mas a situação é menos perigosa do que a de seis meses atrás. A taxa de contágio em Mato Grosso continua elevada e ainda são registrados óbitos diariamente. 

O boletim informativo divulgado nesse domingo (18) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) indica uma taxa de 3,9 mil casos para cada grupo de 100 mil habitantes e com média de morte de 1,06 a cada mil pessoas. 

Há 30 dias, os números eram de 3,2 mil casos para cada 100 mil habitantes, mas com 3,2 óbitos para cada grupo de mil pessoas.

Esses números corroboram a avaliação de infectologistas sobre a evolução da pandemia, mas em situação menos danosa. 

“É preciso ressaltar que a pandemia não acabou, ela está em situação menos grave. O número de pacientes em situação grave tem flutuado de uma semana para outra, mas é bem menor que no início”, explica a médica Zamara Brandão.

Doença sazonal!?

Os estudos de pesquisadores da pandemia consideram dois caminhos que o contágio do Sars-Cov 2 pode seguir daqui para frente. O primeiro é que a situação se amenize assim que houver uma vacina disponível, mas quando um produto vai estar disponível no mercado ainda não se sabe ao certo. 

Em outra direção, a covid-19 pode se tornar uma doença sazonal assim como a gripe comum e a H1N1, por exemplo. E nesta situação as pessoas que já contraíram o vírus uma vez podem ficar reincidentes. 

“O que a literatura científica tem claro, hoje, é que o corpo de quem contrai o vírus uma vez fica protegido por três meses, ou seja, depois disso ela pode pegar e transmitir a doença novamente. Hoje já estamos passando por casos de retratação em Cuiabá de pacientes que tiveram a doença mais de uma vez”, afirma a infectologista. 

A ciência também estuda como a reinfecção pode afetar o organismo humano. Essa linha segue a mesma que avalia se, depois alguns meses, o impacto do novo coronavírus é menos forte. 

Ambas são situações na penumbra do pouco tempo da presença do vírus no organismo humano e do tempo para estudá-lo. A médica Zamara Brandão ressalta que, apesar de haver medicamentos que mitigam os efeitos da infecção, a covid-19 continua sem tratamento.

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