Líder de quadrilha de assalto a bancos é executado em Mato Grosso

Ele estava dentro de sua caminhonete, no centro da cidade, quando dois homens o executaram

Conhecido como especialista em assalto a bancos e carros-fortes pelo Brasil, Lindomar Alves foi assassinado em MT

Lindomar Alves de Almeida, de 40 anos, conhecido por liderar assaltos a bancos em Mato Grosso, foi executado na manhã desta sexta-feira (3). Ele estava no centro da cidade de Nobres (145 km de Cuiabá), onde morava.

Conforme informações da Polícia Militar, Lindomar, conhecido como “Nenezão”, estava dentro do carro, uma caminhonete Hillux, de cor Prata, quando foi morto. Com ele também estava um homem identificado como Geraldo, que também foi atingido por tiros e morreu horas depois.

Testemunhas relataram à Polícia que um veículo de cor branca parou próximo ao carro das vítimas e, dele, dois homens desceram. Encapuzados, eles portavam armas longas e dispararam diversas vezes contra Lindomar e Geraldo.

Segundo a PM, Lindomar morreu ainda dentro da caminhonete. Geraldo chegou a ser socorrido por uma ambulância, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) já esteve no local e a Polícia Civil investiga o caso. Os assassinos ainda não foram presos ou identificados.

Assaltante conhecido

Lindomar é conhecido da polícia mato-grossense desde 2003, segundo a Polícia Civil. Apontado como líder de uma poderosa organização criminosa, ele foi apontado como o “chefe” por trás de grandes roubos a bancos e carros-forte em Mato Grosso.

Em 2004 ele foi considerado foragido e foi preso apenas em 2012, alvo sa operação Lampião, deflagrada pelas Polícias Civil de Mato Grosso e da Bahia.

Conforme as investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), ele usava outros nomes e tinha diversas identidades falsas.

Em decisão recente, de outubro de 2019, ele foi condenado a 10 anos de prisão por um assalto em Paranatinga (850 km de Cuiabá). Naquela ação, ele chegou a usar vítimas que estavam dentro da agência bancária como um escudo humano.

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