Impostos para muitos, benefícios para poucos!

A reforma tributária e os incentivos fiscais são os assuntos mais comentados daqueles que trabalham e produzem em MT

Da Redação

O assunto mais comentado entre aqueles que trabalham e produzem no Estado são a reinstituições de incentivos fiscais e a reforma tributária que vem sendo engendrada pelo Governo de Mato Grosso.

Neste espaço desejamos esclarecer ao povo de Mato Grosso que os últimos acontecimentos em relação a elevação da carga tributária para a agropecuária, comércio, indústria e serviços, alcançam a toda a sociedade e em alguns casos inviabiliza, inclusive, a continuidade de segmentos produtivos.

Na pecuária de corte nosso negócio é produzir animais que depois são processados pelos frigoríficos e comercializados na ponta por uma grande rede de supermercados, casas de carnes e açougues. A elevação de impostos atinge a todos, inclusive você que está lendo este artigo.

Esta cadeia é demasiadamente complexa, tem uma governança questionável, o que eleva a dificuldade de se obter harmonia em toda sua extensão, especialmente neste momento de voracidade dos governos para equilibrar suas contas, sempre crescentes, especialmente para manter a superestrutura de poder construída pelos imensos quadros de pessoal.

A tributação da produção e comercialização de alimentos tem um efeito devastador aos consumidores, pois estes reduzem o consumo do alimento tributado e seus efeitos percorrem toda a cadeia tributada, de forma devastadora na renda da atividade.

No caso da bovinocultura de corte iremos verificar a redução do consumo, que impactará de forma igual a redução da venda dos distribuidores, na mesma ordem os atacadistas e chegará inexoravelmente ao pequeno produtor, aquele que no caso de Mato Grosso é o grande responsável pela produção de bezerros.

Nosso Estado possui 104 mil pecuaristas, destes 86% têm somente entre 1 e 249 cabeças de bovinos. Toda esta gente mereceria dos governos apoio e atenção para que não deixem a atividade, como preconiza professores de algumas Universidades brasileiras. No entanto, vemos com muita insatisfação que o Estado de Mato Grosso não conhece as nuances da agropecuária.

Por tudo isto, e em respeito aos pecuaristas de Mato Grosso é que não aceitamos em nenhuma hipótese elevação de carga tributária para a pecuária de corte. É bom que os técnicos do Governo entendam que nenhum imposto colocado sobre a carne que vai à gôndola do supermercado e recolhido em qualquer momento por um dos elos da cadeia, são efetivamente custeados pelos frigoríficos ou distribuidor. Quem paga esta conta, historicamente são os pecuaristas!

Isto não é segredo para ninguém! Esta semana, um dos líderes da indústria frigorifica  afirmou isto. Mesmo assim, defendemos que se aplique a alíquota de 1,75% sobre a carne bovina comercializada em Mato Grosso e 2,5% sobre a carne comercializada para outros Estados, desde que seja extinto o Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal (FEEF). Nada mais!

Temos acompanhado a atuação de diversos deputados estaduais, vários deles, inclusive procuram as instituições para ouvi-las e debater esta grave situação. No entanto, sem sombras de dúvidas, a fatura política de o Governo não aceitar nossa proposta recairá sobre todos. Neste sentido, a fatura será maior ainda para aqueles suja base eleitoral se localiza no interior do Estado, pois estes, conhecem em detalhes a dificuldade do setor.

Esperamos que isto não seja necessário. Afinal o voto de cada deputado é algo confiado a ele pela população e defender a sociedade é seu dever, assim como, também é dever do governador não cobrar impostos de muitos para manter benefícios de poucos!

*Marco Túlio Duarte Soares é diretor presidente da Acrimat

Use este espaço apenas para a comunicação de erros





Aceito que meu nome seja creditado em possíveis erratas.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorHomem que ameaçava ex-namorada é preso pela nona vez
Próximo artigoMTU cancela cartões de gratuidade para portadores de insuficiência renal