Operação Mantus: genro e gerente de Arcanjo têm prisões mantidas

Genro do ex-comendador foi preso quando desembarcava em Guarulhos; ele é acusado de liderar o jogo do bicho

(Foto: Camilla Zeni/O Livre)

Em audiência de custódia realizada na tarde desta quinta-feira (30), o juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, manteve a prisão do empresário Giovanni Zem Rodrigues, genro do ex-comendador João Arcanjo Ribeiro, e de Mariano de Oliveira Silva, que, segundo investigação da Polícia Civil, seria gerente das operações de jogo do bicho no norte de Mato Grosso.

Os dois foram presos no âmbito da Operação Mantus, deflagrada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Fazendária (Defaz), na manhã de quarta-feira (29). Ao todo, foram expedidos 30 mandados de prisão preventiva, que ainda estão sendo cumpridos.

Giovanni foi preso em Guarulhos (SP), quando ele desembarcava de um voo de origem de Cuiabá. Ele é acusado de ser o líder, lado a lado de Arcanjo, na organização criminosa.

De acordo com a Polícia Civil, duas pessoas que estavam foragidas também foram localizadas. O primeiro, José Carlos de Freitas, apontado como gerente das operações da Colibri, grupo de Arcanjo, em Cáceres (225 km de Cuiabá), foi localizado em Recife (PE). A prisão aconteceu na casa de uma amiga do acusado, por volta das 12h.

Um segundo foragido, Eduardo Coutinho Gomes, que pertencia à organização Ello/FMC, principal rival de Arcanjo, e chefiada pelo empresário Frederico Muller Coutinho, se apresentou na GCCO na tarde desta quinta-feira, por volta das 14h. Segundo as investigações, ele era o responsável pelos jogos em Rondonópolis (212 km de Cuiabá).

Uma mulher, identificada como Kátia Mara Ferreira Dorileo, que estaria envolvida também com a Ello/FMC, foi presa no Rio de Janeiro. A polícia não informou, porém, se ela reside no Rio ou se teria foragido para o estado.

Audiências e prisões

Na quarta-feira, todos os alvos da operação, presos em Cuiabá, passaram por audiência de custódia na 7ª Vara Criminal de Cuiabá. Nenhum dos alvos foi liberado.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, apenas o líder da FMC, Frederico Muller, e seu funcionário, Edson Yabumoto, foram encaminhados para o Centro de Custódia da Capital (CCC), uma vez que possuem nível superior completo.

Duas mulheres também foram colocadas em prisão domiciliar, com uso de tornozeleiras eletrônicas.

Por sua vez, Arcanjo e outros 15 foram encaminhados para a Penitenciária Central do Estado, onde ele esteve antes de ser liberado pela justiça, em fevereiro de 2018. Seu advogado chegou a pedir que ele ficasse no CCC, sob a alegação de que ele já tinha sido policial e tem idade avançada. No entanto, o juiz Jorge Tadeu ainda não se manifestou sobre o pedido.

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