Especialista dá 7 dicas para fazer render o 13º salário na hora de negociar dívidas

O processo de uma negociação tem três fases. Se você quer melhorar o resultado deve melhorar o processo

(Foto: Pixabay)

O número de famílias brasileiras com dívidas a vencer aumentou para 74%, um novo recorde em comparação com o ano anterior, em que a alta foi de 6,8 pontos. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada em outubro de 2021 pela Confederação Nacional do Comércio.

Mas como negociar melhor nossas dívidas ao receber uma renda extra, como por exemplo, o 13º salário?

A primeira coisa é saber que o processo de uma negociação tem três fases: preparação (antes), execução (durante) e controle (depois). Se você quer melhorar o resultado deve melhorar o processo, ou seja, investir tempo e esforço de forma sábia em cada uma dessas etapas.

Alfredo Bravo e Glauco Cavalcanti, professores da Fundação Getúlio Vargas e especialistas em negociação prepararam 7 dicas para fazer render esse dinheiro extra.

1. Conheça o valor total das suas dívidas

Listar as dívidas por ordem de atraso e urgência de pagamento pode ser um ótimo passo para solução do problema. Entenda quais dívidas geram juros mais altos porque, provavelmente, são essas que estão comprometendo sua renda mensal.

2. Faça um balanço do seu fôlego financeiro

É importante saber quanto você ganha e quais são os principais gastos. Este estudo é fundamental para definir o que deve ser cortado do seu orçamento para ajudar a saldar suas dívidas.

Ter os números em mãos lhe ajudará a pensar na melhor estratégia financeira.

3. Monte o planejamento para negociação

Sabendo o tamanho da dívida e seu fôlego financeiro mensal, fica mais fácil negociar com os credores. Mas antes é importante definir os 7 elementos do planejamento, que são: objeto, objetivos, interesses, alternativas em caso de não acordo, moedas de troca, campo da negociação e argumentos que serão utilizados.

4. Compare as condições apresentadas

Após fazer o contato com os credores solicite propostas para quitação do saldo devedor. Compare as condições apresentadas com todo seu planejamento e avance neste processo utilizando argumentos baseados em critérios objetivos, ou seja, dados e fatos que convençam a outra parte.

5. Troque dívidas mais caras por mais baratas

Em caso de não haver acordo com os credores, você pode partir para portabilidade de crédito, ou seja, procurar instituições que ofereçam melhores condições de pagamento e assim transferir sua dívida.

O objetivo é que pague juros mais baixos e crie um fôlego financeiro enquanto não consegue sair da dívida.

6. Negocie suas contas de consumo

Contas de telefone, internet, TV a cabo, anuidade do cartão de crédito e tarifas bancárias são gastos mensais que podem ser reduzidos quando praticamos a negociação. Enquanto negocia suas dívidas, esteja atento aos gastos mensais que podem ser reduzidos. Entenda que chegou a hora de sair do vermelho e todo esforço é válido neste momento.

7. Corte os gastos desnecessários

De nada adianta negociar com os credores, reduzir as contas de consumo e manter gastos desnecessários. Neste sentido vale conscientizar toda família para um esforço conjunto. Vale fazer uma varredura dos serviços de internet, academia que está sendo paga sem uso e compras por impulso.

O consumo mais consciente pode ajudar a família a voltar a ter equilíbrio financeiro.

Entenda que final do ano é o período ideal para fazer o balanço da sua vida, rever hábitos e adotar novas práticas financeiras. Estudar mais sobre educação financeira e melhorar sua habilidade para negociar podem lhe auxiliar a atingir a paz que você tanto procura.

(Da Assessoria)

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