Energia mais cara, incêndios e desabastecimento. Saiba os impactos da onda de calor

Consumidores investem em conforto e depois se assustam com tarifa

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Durante a estiagem, a população mato-grossense tem a vida impactada por alterações ligadas ao fornecimento de energia elétrica. Enquanto no interior das casas o consumo e o risco de incêndios aumentam, nas rodovias as queimadas ameaçam o abastecimento de cidades inteiras.

Conforme dados da Energisa, as tarifas apresentam um crescimento de 19% entre os meses de agosto e novembro. A porcentagem está ligada ao uso contínuo de condicionadores de ar, umidificadores e ventiladores.

Além dos impactos causados pela ampliação do consumo, há o trabalho excessivo dos eletrodomésticos, que precisam de mais energia para manter as temperaturas dentro da expectativa, afirma o coordenador de operações da Energisa, Ricardo Rubria.

Ricardo Rubria é coordenador de Operações da concessionária Energisa (Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

Ele explica que os consumidores devem fazer o uso consciente e estratégicos dos equipamentos para equilibrar performance e gasto energético, mas também atualizar o dimensionamento dos sistemas elétricos das casas.

Segundo o especialista, grande parte dos casos de incêndio está relacionada com sobrecarga, falta de manutenção e até mesmo gambiarras.

“Já surpreendemos situações extremamente perigosas. Em uma delas, a casa tinha fios de telefone e não elétrico. Como tem metal, a energia passava, porém o risco de incêndio era altíssimo”.

Manutenções e dimensionamento

A cada novo eletrodoméstico instalado, o proprietário precisa chamar um especialista para saber se o sistema da casa comporta. Rubria explica que, muitas vezes, as alterações são mais complexas do que fios e a Energisa tem que mudar a carga, passando um sistema monofásico para bifásico, por exemplo.

Na lista de precauções está ainda o controle da vida útil de fios, disjuntores e demais componentes elétricos.

Outra medida preventiva é verificar a limpeza dos eletrodomésticos e a borracha das geladeiras.

Energia rural

Nas rodovias, fios foram prejudicados pelas queimadas. “Eles queimam e se rompem. Todos que estão depois daquele local ficam sem luz”.

O coordenador de Operações da Energisa diz que a empresa ainda não calculou a média de valor de uma manutenção, mas tem convicção de que o prejuízo maior é nas cidades.

“Temos muitas linhas rurais que, ao final, atendem cidades inteiras. A que liga Cuiabá a Barão de Melgaço por exemplo. Se o problema surgir na saída de Cuiabá, Santo Antônio e Barão ficam sem fornecimento”.

Ocorrências

No dia 1º de agosto, por exemplo, houve uma queimada embaixo da linha de distribuição de alta tensão que vai de Alto Boa Vista a Confresa.

A ocorrência interrompeu o fornecimento de energia nos municípios de Confresa, São José do Xingu, Santa Cruz do Xingu, Porto Alegre do Norte, Canabrava do Norte, Vila Rica e Santa Terezinha.

Dois dias depois, uma queimada embaixo de uma linha partiu um cabo da rede elétrica na região rural de Sorriso. Os clientes da área rural ficaram quatro horas sem fornecimento de energia.

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1 COMENTÁRIO

  1. Sei tudo isso que eles disseram na materia mas também sei que uma empresa do pote da energisa deve estar preparada para esses eventos,pois ela tem recursos e pessoas capacitadas para isso o que não é o caso de algumas pessooas que as vezes tem que deixar de fazer a compra do mês para pagar luz pois esse aumento absurdo não pode ser jogado para o povão pagar

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