Eleição extra ao Senado movimentou R$ 14,8 milhões em MT

Eleito, senador Carlos Fávaro (PSD) declarou despesas de R$ 2,732 milhões

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

A eleição suplementar ao Senado em Mato Grosso movimentou a quantia de R$ 14,8 milhões em 45 dias de campanha. Esse é o valor da soma das despesas oficiais dos 11 candidatos, conforme consta no sistema Divulgacand do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O candidato derrotado Nilson Leitão (PSDB) foi o que mais gastou. Foram R$ 2,987 milhões de despesas e R$ 2,746 milhões arrecadados. Ou seja, saldo negativo de R$ 241 mil.

O tucano ficou em terceiro lugar, com R$ 157.504 votos, gastando uma média de R$ 18,96 para cada voto conquistado nas urnas.

Em segundo lugar no ranking de gastos aparece o candidato vitorioso nas urnas, senador Carlos Fávaro (PSD), com despesas de R$ 2,732 milhões e arrecadação de R$ 2,932 milhões. Eleito com 371.857 votos, cada voto nas urnas custou uma média de R$ 7,34.

Estreante na política, o advogado Euclides Ribeiro (Avante) foi o terceiro que mais gastou na eleição suplementar ao Senado. Foram R$ 2,574 milhões de despesas e uma arrecadação de R$ 2,057 milhões. Para cada voto conquistado nas urnas, foi gasto uma média de R$ 44,04. Em nono na preferência do eleitorado, recebeu 58.455 votos.

Outra estreante na política, a candidata Coronel Fernanda (Patriota), aparece em quarto na relação de gastos com R$ 2,058 milhões. A arrecadação total foi de R$ 1,053 milhão. Ou seja, fechou com saldo negativo de R$ 494 mil.

Com apoio ostensivo do presidente da República Jair Bolsonaro, Coronel Fernanda terminou a eleição suplementar ao Senado em segundo lugar com 293.362 votos. O gasto médio de cada voto conquistado ficou na ordem de R$ 7,01.

Tido como “cão de guarda” do presidente Bolsonaro, o deputado federal José Medeiros (Podemos) registrou despesas de R$ 1,304 milhão e arrecadação de R$ 1,306 milhão. Em quarto lugar na disputa com 138.922 votos, cada voto conquistado nas urnas custou a média de R$ 9,39.

O deputado estadual Elizeu Nascimento (PSL) gastou R$1,055 milhão na eleição suplementar ao Senado e arrecadou R$ 1,104 milhão. Com 66.966 votos recebidos, terminou a disputa em oitavo lugar. Cada votos nas urnas lhe custou a média de R$ 15,76.

Ex-senador e ex-governador por Mato Grosso, Pedro Taques (Solidariedade) registrou despesas de R$ 888 mil e arrecadação de R$ 732 mil, fechando a campanha com saldo negativo de R$ 155,8 mil.

No sétimo lugar na preferência do eleitorado com 71.638 votos, cada voto custou a média de R$ 12, 44.

Estreando na política, o empresário Reinaldo Morais (PSC) gastou R$ 740 mil e arrecadou R$ 782 mil. Em décimo na preferência do eleitorado ao somar 36.545 votos, cada voto nas urnas lhe custou a média de R$ 20,25.

Na relação dos candidatos que menos gastaram na eleição suplementar ao Senado, está o deputado estadual Valdir Barranco (PT). O petista apresenta um dos melhores desempenho no que diz respeito aos gastos com o custo médio de cada voto obtido nas urnas.

Foram registrados R$ 305 mil de despesas e R$ 266 mil de arrecadação. Ou seja, saldo negativo de R$ 39 mil. Em quinto lugar na preferência do eleitorado com 177.933 votos, cada voto obtido na urna lhe custou a média de R$ 2,59.

Os candidatos com menor potencial financeiro que disputaram o Senado são o Procurador Mauro (PSOL) e o servidor público estadual Feliciano Azuaga (Novo), estreante na disputa eleitoral.

O candidato do PSOL registrou R$ 105 mil em despesas e R$ 136 mil em arrecadação. Com 97.573 votos, o custo do voto ficou em média de R$ 1,07.

Já o candidato do Novo arrecadou R$ 64 mil e gastou R$ 47 mil. Em último na disputa eleitoral com 21.214 votos, cada voto nas urnas lhe custou a média de R$ 2,22.

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