Cuiabá: ex-secretária de Saúde nega estoque vencido no CDMIC antes de 2017

Elizeth Lúcia de Araújo afirmou à CPI dos Medicamentos que a situação financeira crítica em sua gestão impossibilitou compra em larga escala

(Foto: Reprodução/Youtube)

A ex-secretária de Saúde Cuiabá Elizeth Lúcia de Araújo negou, nesta segunda-feira (2), que havia medicamento vencido em grande quantidade no Centro de Distribuição de Medicamentos e Insumos de (CDMIC) anterior ao ano de 2017. 

Ela afirmou em depoimento à CPI dos Medicamentos da Câmara dos Vereadores que assumiu a secretaria em situação de inadimplência, por causa de atraso nos repasses do governo estadual aos municípios de Mato Grosso. 

Elizeth Lúcia saiu do cargo com um passivo de R$ 40 milhões em aberto. A situação financeira crítica teria impedido a Secretaria de Saúde de comprar medicamento em grande quantidade. 

“Não estou dizendo que não havia nenhum medicamento vencido em estoque, mas não na quantia que foi dita por um outro secretário aqui na CPI. Ninguém queria comprar do município porque estávamos com dificuldades de pagar”, afirmou. 

A declaração da ex-secretária contradiz as informações repassadas pelo ex-secretário de Saúde Luiz Antônio Pôssas de Carvalho. Ele foi a segunda testemunha ouvida por vereadores na CPI que investiga o estoque de medicamento vencido no CDMIC. 

Pôssas afirmou que o centro de distribuição teria estoque vencido que retrocedia a 2016 e 2017. Ele ocupou o cargo agosto de 2019 a outubro de 2020.

Elizeth Lúcia de Araújo foi a primeira secretária da Gestão de Emanuel Pinheiro, entre janeiro de 2017 e março de 2018.  

Ela pediu exoneração do cargo, dentre outras coisas, em meio a uma crise de falta de medicamento na rede municipal do Sistema Único de Saúde (SUS). Hoje, ela disse que sofria pressão de outros secretários para aceitar permuta de fornecedores. 

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