Covid-19 foi responsável por 56% das mortes registradas em março em MT

Foi o mês mais mortal da pandemia. No auge da primeira onda, em julho de 2020, o percentual de falecimentos causados pela covid-19 foi de 36,6%

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Março foi o mês em que a pandemia causou o maior impacto no Mato Grosso. E essa afirmação pode ser comprovada em números. Neste mês, 56% das mortes registradas no Estado tiveram como causa a covid-19.

Foram 2.166 óbitos dos quais 1.293 foram causados pelo novo coronavírus.

O levantamento tem como base números dos Cartórios de Registro Civil catalogados até a última segunda-feira (12). Os dados constam no Portal da Transparência do Registro Civil.

A porcentagem é maior que a registrada no auge da primeira onda da pandemia (julho de 2020), quando as mortes por covid-19 totalizaram 36,6% dos óbitos no Estado. 

E ela não subiu sem aviso. Em janeiro deste ano, os números já davam sinal de crescimento. No primeiro mês de 2021, as mortes por covid-19 representaram 32,6% do total. Em fevereiro (o mês mais mortal do ano, até então) atingiram a marca dos 33,8%.

Para André Luis Bispo, presidente da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-MT), os números são claros: “demonstram a necessidade em realizar ações que possam inibir essa crise”.

Mortes x Nascimentos

No início de abril a Arpen já havia alertado para outro dados histórico da pandemia em Mato Grosso: a diferença entre o número de nascimentos e de mortes atingiu o menor patamar da história no mês passado.

Segundo a associação, a diferença sempre esteve na casa de 2,9 mil, ou seja, em média, nascem 2,9 mil crianças a mais do que a quantidade de pessoas que vêm a falecer. Em março, no entanto, esse valor caiu para 2.038 nascimentos.

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E o que mais impressiona é que, em março, o número de nascimentos foi 4% superior ao de fevereiro em Mato Grosso. No entanto, o número de óbitos, que chegou a 2.546, puxou essa diferença para baixo.

Vale ressaltar que esses números ainda podem aumentar. O prazo para registro de nascimentos e mortes é de, pelo menos, 15 dias e alguns Estados brasileiros já o expandiram, dadas as dificuldades impostas pela pandemia.

(Com Assessoria)

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