Conheça 12 datas comemorativas em MT que não mudam em nada a sua vida

Já sofreu um acidente de trânsito? É dona de casa? Torce pro Palmeiras (mas tem que morar em Cuiabá)? Saiba que você tem um dia "só seu"

(Foto: Pixabay)

As datas comemorativas geralmente são criadas para celebrar um acontecimento relevante. Mas em Mato Grosso, essa regra nem sempre é seguida.

O LIVRE listou 12 datas que são comemoradas no Estado e que, provavelmente, não fazem muito sentido para a maioria da população.

1.  Dia do Guaraná

(Foto: Reprodução)

Em 2020, Mato Grosso passou a contar com uma data para celebrar o guaraná. É verdade, a especiaria é utilizada de forma tradicional por muitos mato-grossenses. Um energético diário, principalmente, para quem mora na Capital e na região conhecida como “baixada cuiabana”.

Mas precisava de um dia? O deputado Max Russi (PSB) achou que sim.

Em novembro de 2019, uma proposta apresentada por ele foi sancionada como lei. O dia 5 de abril passou a ser dedicado para enfatizar a importância deste produto no Estado.

2. Dia das vítimas de acidentes de trânsito

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Quem já passou pela experiência, possivelmente, gostaria de esquecer. Mas em Mato Grosso existe um dia especial para homenagear as vítimas de acidentes de trânsito.

A data foi criada julho de 2014, por meio de uma lei de autoria do deputado Dilmar Dal Bosco (DEM). Ela foi sancionada pelo ex-governador Silval Barbosa.

Então, se você já sofreu um acidente, saiba que o terceiro domingo de novembro é o dia dedicado a relembrar esse fato, talvez, pouco emocionante da sua vida.

3. Dia do Mestiço

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

O dia 27 de junho é o Dia do Mestiço, em Mato Grosso (e quem não é, não é mesmo?). A data foi instituída por meio de uma lei de autoria do ex-deputado Baiano Filho (PSDB) e sancionada pelo ex-governador Pedro Taques, em 2016.

A lei reconhece os mestiços brasileiros como um grupo étnico-racial e cultural nativo. Ela também cria uma regra para o governo do Estado: não manter convênio, acordo ou colaboração com entidades que adotem ou apoiem a “mestiçofobia” e/ou políticas de “desmestiçagem”.

“Por mestiçofobia entendem-se as ideias e manifestações que expressem, induzam ou incitem a aversão ao mestiço, à miscigenação, à mestiçagem ou à etnia mestiça; por desmestiçagem entendem-se a negação da existência da etnia mestiça; a promoção de sua extinção por assimilação, genocídio, apagamento documental ou outro meio”, explica a lei.

Já os mestiços, de acordo com a lei, são: caboclo, mameluco, cafuzo, mulato, pardo e outras palavras e expressões que caracterizem mestiçagem.

4. Dia do torneio Leiteiro

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

A terra do agronegócio não poderia deixar de homenagear uma das atividades econômicas mais antigas do Estado: a produção leiteira.

Pensando nisso, o ex-deputado Zeca Viana apresentou e teve sancionado pelo ex-governador Pedro Taques, um projeto de lei que instituiu o dia 25 de abril, como o Dia Estadual do Torneio Leiteiro.

Segundo a proposta, o objetivo é “incentivar e ampliar a produção de leite em Mato Grosso”.

5. Dia da Dona de Casa

(Foto: Freepik)

Se em outros locais ainda existem discussões quanto ao termo certo para a mulher que não trabalha fora – “do lar” ou “dona de casa” -, em Mato Grosso, essa dúvida está pacificada em lei.

Isso porque em 2007, o ex-deputado Maksuês Leite conseguiu aprovar e o ex-governador Blairo Maggi sancionou uma lei que criou o Dia Estadual das “Donas de Casa”.

A data para comemorar essa – que sem sombras de dúvida deveria ser considerada uma profissão – é 13 de setembro. O que, pelo visto, não alterou muita coisa na vida dessas mulheres.

6. Dia do movimento das donas de casa e consumidores

(Foto: Freepik)

Também no dia 13 de setembro, outra data é comemorada, é o Dia do Movimento das Donas de Casa e Consumidores de Mato Grosso.

A data foi criada em 2001 e é de autoria do então deputado Duda Barros. Ela foi  sancionada pelo ex-governador Dante de Oliveira (em memória).

A lei se resume a isso, e não traz nenhum tipo de especificação ou explicação para essas duas “categorias” receberam um tratamento “especial” em Mato Grosso.

7. Cinco dias para o Futebol

(Foto: Suellen Pessetto/ O LIVRE)

Mato Grosso não é exatamente uma potência do futebol nacional, mas é preciso reconhecer: quem torce pelos times daqui, não costuma ser apaixonado.

Talvez pensando nisso, o ex-deputado José Riva criou logo cinco (!) datas comemorativas.

Em 2002, o dia 4 de janeiro passou a ser considerado o Dia do Clube de Futebol Profissional.

Em 2003, ficou estabelecido que o dia 4 de janeiro também seja dedicado aos torcedores do time Dom Bosco.

E naquele mesmo ano, os torcedores do Operário e do Mixto também foram prestigiados, respectivamente, com os dias 1º e 20 de maio.

Por fim, o dia 1º de agosto se tornou o Dia do Torcedor Palmeirense de Cuiabá. Prestem atenção! Essa data só serve para os torcedores da Capital.

8. Dia da Cultura Racional

(Foto: Prefeitura do Rio de Janeiro)

O movimento filosófico-religioso denominado de Cultura Racional passou a ser divulgado pelo país em 1970, mas tem sua origem na década de 30. Foi criado pelo espiritualista carioca Manoel Jacintho Coelho.

O movimento teve como adepto – por um tempo – o irreverente cantor Tim Maia. Na década de 70, ele chegou a lançar dois álbuns fazendo a divulgação da seita.

Algum tempo depois, Tim Maia saiu do movimento revoltado e chegou a mandar destruir os álbuns – por acreditar que tudo não passava de uma farsa.

Farsa ou não, em Mato Grosso, o movimento ganhou uma data especial: o dia 8 de abril,  Dia da Cultura Racional Mato-grossense.

A lei é de autoria do ex-deputado Osvaldo Sobrinho e foi sancionada pelo ex-governador Júlio Campos, em 1985.

“As autoridades estaduais concederão facilidades e o apoio que lhes sejam facultados, para a realização de atos públicos e solenidades alusivos à data”, determina a legislação.

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