Com esquema, Eder pagou viagens que tinha comprado fiado e dívidas do Mixto, diz MPE

    Percival Muniz teria comprado gado para lavar dinheiro desviado do governo

    (Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

    O ex-secretário de Fazenda Eder Moraes é acusado pelo Ministério Público Estadual (MPE) de desviar dinheiro público para pagar dívidas que tinha com uma agência de turismo, de viagens pessoais que tinha comprado fiado, e também para pagar dívida do Mixto Esporte Clube. Eder teria recebido R$ 200 mil em um esquema que desviou, segundo o MPE, R$ 12 milhões dos cofres públicos, em 2009.

    Segundo denúncia feita na quinta-feira (28), Eder recebeu esse montante em dois cheques da Bandeirantes, no valor de R$ 100 mil cada. Um deles, teria entregado à agência Today Tour Viagens e Turismo Ltda, para pagar uma dívida de viagens pessoais que tinha feito. A empresa teria devolvido R$ 40 mil dinheiro a ele.

    O outro cheque de R$ 100 mil ele teria entregue à empresa Gilney Silva Espírito Santo ME, para pagar filmagens de jogos do Mixto. O então secretário pertencia à diretoria do time cuiabano de futebol.

    O ex-deputado Percival Muniz, por sua vez, teria recebido R$ 1,750 milhão no esquema, e investido R$ 1,5 milhão em gado, para “lavar” o dinheiro recebido. Segundo a denúncia, Percival comprou 1,7 mil cabeças de garrotes da raça Nelore de Odair Resende, que emitiu nota de R$ 765 mil. Desse montante, R$ 700 mil vieram de ordens de pagamento da Bandeirantes, em 27 e 28 de maio de 2009.

    Denúncia

    Segundo investigações do Grupo de Atuação Contra o Crime Organizado (Gaeco), a partir de 2003, Eder, Percival e outras seis pessoas simularam uma dívida do Estado com a empresa Bandeirantes Construções e Terraplanagem Ltda., referente a contratos dos anos de 1989 e 1990.

    Além de Eder e Percival, foram denunciados o ex-procurador-geral do Estado João Virgílio; o ex-secretário-adjunto de Gestão da Sefaz, Emanuel Gomes Bezerra Júnior; os empresários Jair de Oliveira Lima, José Márcio Menezes e Jurandir da Silva Vieira; e a servidora da Sefaz Lúcia Alonso Correia. O procurador aposentado Chico Lima é alvo da mesma investigação, mas o processo dele tramita no Tribunal de Justiça, em função do foro.

     

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