Cade investiga Globo por suposta ação para não perder nomes para Netflix

Emissora ainda não se pronunciou sobre o assunto

Reprodução

Uma nova polêmica atinge a rede Globo. A emissora está sob investigação do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) que apura uma denúncia de susposto monopólio de produção de telenovelas no Brasil.

A investigação foi iniciada após uma renovação de contratos da Globo com seus astros. Dentro dos termos, a emissora tenta evitar que seus maiores nomes migrem para a Netflix que também está interessada em fazer séries e novelas nacionais.

Paula Farani de Azevedo Silveira, conselheira do Cade, enviou um ofício ao procurador-geral Walter Agra, pedindo a “instauração de um processo administrativo para imposição de sanções administrativas por infrações à ordem econômica”.

Para justificar o processo, Paula Farani anexou uma matéria de Carla Bittencourt, do Metrópole, dizendo que a Globo estenderia os contratos de diversos atores até 2023, incluindo Deborah Secco, Vitória Strada, Juliana Paes, Grazi Massafera, Leticia Colin, Paolla Oliveira, Giovanna Antonelli, Marina Ruy Barbosa, dentre outros.

“Entendo haver indícios de prática de abuso de posição dominante por meio da assinatura de acordos de exclusividade com os principais atores (insumos), o que impediria a entrada efetiva de rivais no mercado. A jurisprudência do Cade é clara no sentido de que um agente dominante não pode adquirir insumo com o intuito de retardar ou limitar a entrada de rivais no mercado”, alegou a conselheira.

Até o momento, a Globo não pronunciou sobre o assunto.

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