Anaíde deve ser exonerada

Titular da DEA foi condenada por improbidade administrativa em 2012

Delegada Anaíde Barros foi condenada por improbidade administrativa (Foto: Divulgação/PJC)

A delegada Anaíde Barros de Souza, lotada na Delegacia Especializada do Adolescente (DEA), em Cuiabá, deverá ser exonerada imediatamente. A determinação é do juiz Francisco Rogério Barros, da 1ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Rondonópolis (212 km de Cuiabá).

No dia 7 de outubro o magistrado expediu uma carta determinando cumprimento imediato de uma decisão judicial. O documento foi endereçado à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sesp) e à Procuradoria-geral do Estado.

Em fevereiro de 2012, Anaíde foi condenada por improbidade administrativa. Ela teve a suspensão dos direitos políticos, a proibição de contratar com o Poder Público e a perda da função pública decretadas. Ela também deveria pagar multa de R$ 71,6 mil, como ressarcimento por danos morais coletivos.

Segundo denúncia do Ministério Público, a delegada teria favorecido um comerciante do shopping popular da cidade, ao trocar um material que teria sido apreendido por um outro, semelhante. O caso, que aconteceu em dezembro de 2005, teria sido presenciado por testemunhas.

Desde a condenação, a delegada recorria da sentença. O caso foi analisado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso e chegou ao Supremo Tribunal Federal. No entanto, ela não conseguiu reverter a decisão judicial. Em fevereiro o ministro Alexandre de Moraes decretou o trânsito em julgado do caso.

Anaíde Barros também já foi denunciada por outros casos e chegou a ser condenada no âmbito da Operação Overlord.

Deflagrada em 2006 pela Polícia Federal, a operação investigou crimes de concussão, prevaricação, corrupção ativa e passiva, abuso de autoridade, formação de quadrilha e associação com o tráfico de drogas. Agentes da Polícia Civil eram os suspeitos de agir em parceria com traficantes.

Segundo a ação, Anaíde estaria entre os envolvidos.

Ao LIVRE, a assessoria de imprensa da Sesp informou que a carta foi recebida pelo secretário Alexandre Bustamente na sexta-feira (11). Segundo a equipe, o caso foi encaminhado para o diretor-geral da Polícia Civil. É ele quem deve determinar a exoneração da delegada.

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