Alerta com o coronavírus causa confusão sobre casos suspeitos de H1N1

Vigilância em Saúde sustenta que Mato Grosso não teve nenhum caso da gripe suína confirmado neste ano

Imagem Ilustrativa (Foto: Freepik)

O alarme com os casos do coronavírus (COVID-19) gerou alerta para uma outra epidemia que atingiu o mundo há cerca de uma década, a gripe suína (H1N1). Na Grande Cuiabá, inclusive, houve confusão pela associação ao tipo influenza.

Circularam informações de que, em poucas semanas, a Secretaria de Saúde de Várzea Grande teria registrado ao menos 10 casos suspeitos. Mas, a Coordenação de Vigilância em Saúde afirma que o H1N1 não teve registro de atividade atípica até o momento.

De janeiro a fevereiro, foram registrados cinco casos suspeitos e todos já estão descartados.

“As análises mostraram que muitos não tinham nem quadro para serem considerados suspeitos. Muitas vezes, é apenas uma complicação do quadro gripal comum”, explica coordenadora da Vigilância em Saúde, Relva Cristina Teixeira.

De acordo com dados da Vigilância, em relação aos primeiros bimestres de 2018 e 2019, houve aumento de apenas dois casos suspeitos de H1N1, sendo três em 2018 e três em 2019.

Em março, já houve registro de seis casos suspeitos, dois continuam em investigação. Os outros estão descartados.

No total do ano, são 11 casos suspeitos com nove descartes da hipótese de infecção pela chamada “gripe suína”.

Em Cuiabá

Em Cuiabá, foram registradas 10 suspeitas de H1N1. Todas estão em investigação.

O número está bem acima do que foi notificado em 2018 (2) e 2019 (7). Contudo, há dois anos foi confirmado apenas um caso. E em 2019, os setes foram descartados.

Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde.

Mato Grosso

Conforme a Secretaria de Estado de Saúde (SES), em 2018 foram notificados 37 casos de H1N1 em Mato Grosso. Nesse mesmo período, foram registrados quatro óbitos em decorrência da doença.

Já em 2019, houve 40 notificações de H1N1 e 14 pacientes morreram em virtude da gripe.

Neste ano, a SES afirma que, até o momento, não há notificação da doença no sistema. Os dados estão disponíveis no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

Quanto ao coronavírus, a Secretaria considera dois casos suspeitos. Os pacientes estão em Alto Taquari (1) e Cuiabá (1). Outros cinco foram descartados.

Ainda conforme a SES, todos os casos suspeitos são monitorados diariamente. Os pacientes apresentam situações estáveis e sem alteração clínica.

Gripe suína

O H1N1 gerou alerta em 2010, quando uma epidemia desse subtipo do vírus da gripe provocou duas mil mortes no Brasil. Em 2018, ele foi responsável por 65% dos óbitos decorrentes dessa doença.

O H1N1 causa os mesmos sintomas das outras versões do vírus influenza: febre alta, mal-estar, dor de cabeça, espirros e tosse. A diferença está no risco de complicações.

“O quadro do H1N1 é bem mais grave. A pessoa não consegue respirar, tem complicação no sistema respiratório. Isso não é a mesma coisa que constipação gripal comum”, diz a coordenadora Relva Cristina Teixeira.

O H1N1 integra o time dos vírus influenza tipo A, do qual o H3N2 também faz parte.

Coronavírus

Já os casos do coronavírus estão sendo monitorados a partir da chegada de pessoas ao Brasil vindas da Ásia e de alguns países da Europa.

Conforme o Ministério da Saúde, é considerada uma infecção suspeita as registradas em pessoas que apresentem febre e, pelo menos, um desses sinais ou sintomas respiratórios:  tosse, dificuldade para respirar, produção de escarro, congestão nasal ou conjuntival, dificuldade para deglutir, dor de garganta, coriza, sinais de cianose, batimento de asa de nariz, tiragem intercostal e dispneia.

O monitoramento se estende a pessoas que tiveram contato próximo com aqueles que apresentem esse histórico.

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