70% dos municípios de MT já aplicaram primeira dose de vacina

Ministério da Saúde diz que 35% das doses já foram aplicadas, mas o Cosems-MT afirma que existe defasagem no cálculo oficial

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

Cerca de 70% dos 141 municípios de Mato Grosso já encerraram a primeira etapa da vacinação nacional contra o novo coronavírus. Até o fim da tarde dessa quarta-feira (3), os dados do Ministério da Saúde mostravam pouco mais 31 mil doses aplicadas. 

Essa quantia equivale a 35% das 87.080 doses já distribuídas para os municípios. Contudo, o presidente do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso (Cosems-MT), Marco Antônio Norberto, diz que existe defasagem na compilação do Ministério. 

“A vacinação está andando no mesmo padrão que outras campanhas, não há nada de diferente para essa vacinação, nem mesmo a entrega parcial das vacinas. Na campanha da gripe os municípios não recebem todas as doses de uma vez só. E nesta semana Mato Grosso passou de 23ª para 11ª em vacinação no ranking nacional”, disse. 

Hoje completa a terceira de semana de campanha contra o novo coronavírus. Nesse ínterim, Mato Grosso recebeu 161.160 doses da CoronaVac e do imunizante da Universidade de Oxford com o laboratório AstraZeneca. 

Mas a distribuição tem ocorrido de maneiras diferentes por mudança no planejamento do Ministério da Saúde. As 126.160 primeiras doses da vacina chinesa foram distribuídas somente para a primeira aplicação; já outras 24 mil da AstraZeneca e mais 11 mil da CoronaVac estão sendo distribuídas, na totalidade, para a primeira dose. 

Norberto diz que as segundas doses devem começar a chegar aos municípios na próxima semana, quando o prazo para a aplicação começa a ser válido (ele varia entre 14 e 28 dias após a primeira dose). 

Fura-filas 

O presidente do conselho disse ainda que defende as investigações de órgãos fiscalizações das denúncias de pessoas fora do grupo de alta prioridade que estariam tentando se vacinar. Norberto afirmou nenhum caso oficializado chegou ao Cosems-MT, mas não nega a pressão de políticas para furar a fila. 

“Ouve-se muito conversa de bastidores de que políticos e outras pessoas que têm alguma influência estão tentando ser vacinados ou indicando alguém. Mas os profissionais de saúde estão orientados a seguir o planejamento nacional e não atender qualquer pedido externo”, pontuou. 

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