Vacina contra covid-19: quilombolas de MT querem entrar na 1ª fase

Cerca de 5 mil quilombolas vivem em 134 comunidades em Mato Grosso. Lideranças do Estado recorreram ao MPE e ao MPF

(Foto Divulgação)

Seguindo a definição proposta pelo Ministério da Saúde, o governo de Mato Grosso não incluiu os quilombolas entre os grupos prioritários para receber a vacina contra a covid-19. Por meio de assessoria, o Estado informou que segue o “que foi estabelecido pelo governo federal, por meio do Plano Nacional de Imunização”.

Também por meio de nota, o Ministério da Saúde informou que o grupo está contemplado na campanha, mas que precisou fazer um replanejamento em função da baixa quantidade de doses, priorizando “pessoas que teriam maior risco de internação e óbito”.

No Brasil, as comunidades quilombolas somam 179 mortes, 4.753 casos confirmados e 1.426 casos monitorados, segundo o boletim epidemiológico publicado pela Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos (Conaq). Os dados foram atualizados em 18 de janeiro.

Cerca de 5 mil quilombolas vivem em 134 comunidades, em Mato Grosso. Elas estão situadas nos municípios de Acorizal, Barra do Bugre, Cáceres, Chapada dos Guimarães, Cuiabá, Nossa Senhora do Livramento, Novo Santo Antônio, Poconé, Pontes e Lacerda, Porto Estrela, Santo Antônio do Leverger, Várzea Grande e Vila Bela da Santíssima Trindade.

Em São Paulo, contrariando o governo federal, o governador João Dória confirmou a permanência do grupo na fase inicial da vacinação.

Em Mato Grosso

No Estado, o Conaq-MT recorreu à Secretaria de Estado de Saúde (SES) e ao MPE e MPF para que o grupo seja priorizado. A proposta da entidade é que um termo de ajuste de conduta, garanta a inclusão do povo quilombola.

“Diante do elencado pela Constituição, nós quilombolas de Mato Grosso, sentimos totalmente violados, pois os nossos direitos são roubados na medida que o Estado não nos garanta o direito à vida”, afirma Laura Ferreira da Silva, representante do Conaq-MT.

Os quilombolas, assim como os indígenas, são historicamente alvo prioritário de campanhas de vacinação no Brasil. Isto ocorre porque diversos indicadores de saúde seriam piores nessas populações.

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