Seu bebê está pronto para usar uma tela?

Telas demais atrapalha o sono, rouba a atenção e compromete a fala do bebê

Foto ilustrativa

Muitos bebês adoram brincar com tablets e smartphones, não apenas porque é tecnológico, mas porque é viciante. A tela de toque suave oferece gratificação instantânea com imagens frescas, movimentos e sons que agradam aos sentidos.

Entusiasmados com a tecnologia interativa, muitos pais dão os telefones aos pequenos na esperança de entreter o bebê e fazer com que funcione como uma espécie de chupeta ou babá eletrônica.

Com centenas de aplicativos para bebês e crianças, somos induzidos ao erro, entregando algo nas mãos dos pequenos e causando danos irreversíveis à saúde, principalmente do bebê.

Exposição zero até dois anos

A ONU e a Academia de Pediatria Americana têm uma postura clara quanto ao uso dos dispositivos móveis para os menores. Aconselham que bebês até os dois anos de idade não devem ter nenhuma exposição às telas.

Smartphones, tablets, brinquedos com telas, wifi, TVs e computadores, nenhum deles é permitido aos menores. Mas por que?

Numerosos estudos têm mostrado que bebês e crianças aprendem melhor pelas experiências de vida real, e que as telas roubam a atenção, enfraquecem a memória, reduzem a capacidade de perceber perigo e corrigir erros.

Atraso na fala

Para cada 30 minutos diários diante de uma telinha, os riscos de atraso na fala sobem para 49%, de acordo com o neurologista Clay Brites, do Instituto Neurosaber.

Por mais que pareça legal ter um bebê que sabe passar o dedinho numa tela e colocar as imagens para cima ou para baixo, não se pode substituir o aprendizado real, a formação da comunicação e a interação social com o próximo.

O guia “Saúde de Crianças e Adolescentes na Era Digital”, produzido pela Sociedade Brasileira de Pediatria, recomenda que o contato com eletrônicos não ocorra antes dos dois anos, com o objetivo de proteger a saúde dos pequenos.

Então, se todos esses meios pudessem te dar um conselho sobre a criação dos seus filhos, esse conselho seria: menos ON na vida do seu bebê e mais OFF fará dele um adulto melhor.

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Maria Augusta Ribeiro é especialista em netnografia e comportamento de consumo digital (Belicosa.com.br)

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