Saneamento de qualidade, sustentabilidade na prática

Por: William Figueiredo – Diretor geral da Águas Cuiabá

O sistema de saneamento básico de nossa cidade está em franca expansão. Na dianteira nacional em iniciativas de ampliação da cobertura dos serviços de água e esgoto, Cuiabá iniciou, em 2017, um movimento que impacta positivamente o presente e o futuro. Por meio de obras e melhorias viabilizadas a partir de investimentos robustos e projetos consistentes, a cidade vêm se reposicionando no cenário nacional, tendo dedicado um olhar especial ao abastecimento de água e ao tratamento de esgoto – antes mesmo da vigência das diretrizes estabelecidas pelo novo Marco Legal do Saneamento.

E é na dianteira que nossa cidade deverá permanecer – este é o foco da Águas Cuiabá, empresa da qual faço parte. Este ano, o grande avanço se dará no esgotamento sanitário doméstico. Nosso time está nas ruas instalando novas redes de esgoto em diversos bairros, ao mesmo tempo em que constrói a Estação de Tratamento de Esgoto Ribeirão do Lipa. As tubulações coletoras, a estação elevatória e a ETE compõem o Sistema Lipa de Esgotamento Sanitário, que entra em operação ainda este ano.

Os números do SES Lipa impressionam, tanto em volume geral quando nos efeitos socioambientais. Falando em obras, ele terá 265 quilômetros de redes de coleta, dez elevatórias (estruturas nas quais o material coletado é bombeado até seu penúltimo destino – a unidade de tratamento, ou purificação) e uma estação de tratamento com capacidade operacional plena de 260 litros por segundo. Quanto aos benefícios diretos à comunidade e ao meio ambiente, ele atenderá a 77 bairros, contemplando 126 mil pessoas, e fará com que sete toneladas de carga poluidora deixem de ser lançadas, por dia, no rio Cuiabá.

Um ponto interessante: não é muito usual utilizarmos as palavras esgoto e pureza numa mesma frase. Mas é isso que, de fato, Cuiabá passa a ter cada dia mais: esgoto doméstico coletado, tratado e só então, quando purificado, lançado nos rios Cuiabá e Coxipó. Isso é possível porque os sistemas de esgotamento sanitário da Capital (Dom Aquino, Tijucal e Lipa) contam com a tecnologia necessária à realização deste feito. Para atender às demandas atuais e futuras do município, cerca de R$ 570 milhões foram exclusivamente investidos pela concessionária de saneamento básico, nos últimos três anos, na ampliação, melhoria e modernização dos sistemas de esgoto da Capital.

Em muitas cidades brasileiras, lamentavelmente, lidar de forma adequada com os esgotos acaba não entrando na pauta prioritária. Mas, sabidamente, não é o caso de Cuiabá. Aqui, os serviços de esgoto são prioridade da concessionária, do Poder Concedente, do órgão regulador, dos entes fiscalizadores e da comunidade, que tem nos externado a satisfação de saber que seus rios terão mais vida e seus familiares, mais saúde.

Sabemos que a realização de obras de saneamento, principalmente as chamadas “lineares”, que ocorrem em vias públicas, trazem impactos à rotina da população, principalmente no trânsito. Vivenciar um grande volume de obras, em vários bairros, ao mesmo tempo, não é uma condição das mais fáceis, seja para a comunidade, seja para os envolvidos nas execuções de engenharia. Mas, neste sentido, é importante lembrarmos que os impactos temporários darão lugar a benefícios de longo prazo, que possibilitarão ao município crescer e se desenvolver de forma sustentável.

O engajamento da sociedade na causa do esgotamento sanitário é, assim como o próprio serviço, essencial. Torcemos – e trabalhamos – para que os avanços alcançados em nossa cidade incentivem novas iniciativas de valorização da coleta e tratamento do esgoto para que, da junção de esforços e expertises, seja construído um novo cenário nacional de saneamento básico. Nós, brasileiros, merecemos.

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