Quarentena, sim; desconto de salário, não

Agentes públicos preferiram não se manifestar sobre a sugestão de doarem 10 dias de salário para ações contra a pandemia

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

A sugestão do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), para que agentes públicos doassem parte de seus salários para medidas de auxílio na pandemia não teve repercussão. O pedido foi feito durante uma live, na semana passada, quando o prefeito fazia o anúncio de novas medidas de isolamento. 

O LIVRE consultou os principais agentes públicos envolvidos no decreto que estabeleceu novas regras de distanciamento social. Quis saber se eles concordam em ter descontados de seus salários os 10 dias de trabalho da quarentena obrigatória que deveria ser cumprida em Cuiabá.

O dinheiro, conforme a sugestão de Emanuel Pinheiro, seria transferido aos tais programas de auxílio. 

O governador Mauro Mendes (DEM) não se pronunciou até o momento sobre o caso. A assessoria de imprensa não deu retorno à reportagem. 

O mesmo aconteceu com o procurador-geral de Justiça José Antônio Borges. O LIVRE também quis saber o que pensava sobre o assunto o promotor que atua nos assuntos de saúde pública, Alexandre Guedes. 

A presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Maria Helena Póvoas disse, ao menos respondeu para dizer – via assessoria – que não iria se pronunciar sobre a sugestão.

Já o defensor-geral do Estado, Clodoaldo Aparecido Gonçalves Gomes Queiroz, disse não ter recebido qualquer sugestão nesse sentido por parte do prefeito. 

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