Quando uma equipe de futebol se alegra em voltar para casa  

(Foto: divulgação)

O clima de Copa do Mundo – mesmo com o desfecho avassalador que a eliminação precoce do Brasil produziu – é contagiante. Famílias inteiras e torcedores se unem de forma intensa e geram uma energia que se replica. É algo especial por aqui. 

[featured_paragraph]Neste momento, porém, dentre todos os times de futebol existentes no mundo, o que mais tem a minha torcida é a dos meninos que ficaram presos em uma profunda caverna na Tailândia. É diferente do “Clima de Copa”, apesar de se tratar do mesmo esporte. Trata-se de uma tragédia que está mobilizando o mundo todo. [/featured_paragraph]

No dia 23 de junho, logo após o fim de um treino, um grupo de crianças foi levado pelo treinador a uma caverna. E o que era para ser um passeio, tornou-se um fator de preocupação global. 

Devido ao evento climático regional, conhecido como “monções”, que é quando essa região sofre com chuvas torrenciais, o que era para ser um breve passeio acabou com uma equipe inteira presa na caverna sem a possibilidade de sair após a principal via de entrada ficar alagada. 

As equipes de busca levaram cerca de 10 dias para determinar a localização exata dos garotos na caverna. Todo esse tempo dificultou muito o resgate. Hoje, com o auxílio de mergulhadores e outros profissionais, foi retirado o oitavo garoto. Torço para que todos os outros consigam sair sem maiores prejuízos. 

O fato, que já havia ganhado a comoção internacional, ganhou mais notoriedade quando os Estados Unidos decidiram ajudar com o resgate. A grande dificuldade é que os garotos estão a cerca de 1.000 metros de profundidade por se tratar de uma caverna no interior de uma montanha. 

Pensando e refletindo sobre essa situação dificílima, me recordei do caso dos “33” como ficou famoso o evento ocorrido no Chile, no qual um grupo de mineiros ficou preso 69 dias em um abrigo a 622 metros de profundidade na Mina San José, no norte do país. 

Muito se especula que, caso a mídia internacional não tivesse colocado lupa no caso, possivelmente os 33 mineiros não teriam sido resgatados com vida. Afortunadamente eles foram. 

Voltando a Tailândia, acredito que o pior já passou e que os meninos em alguns dias estarão em suas casas. Seja lá o que aconteça, eles sairão de lá modificados com a experiência de sobreviverem mesmo contra as possibilidades. 

Fica aqui minha torcida, afinal, contrariando a lógica da Copa do Mundo, nenhum time ficaria tão feliz em voltar pra casa quanto esse. Torçamos para as equipes de resgate e pela volta dos garotos para casa.

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