Patrimônio histórico de Cuiabá, Grande Hotel voltará remodelado em 2021

O prédio de 1941 passará por reforma para abrigar centro de economia criativa, destinado entre outros, a negócios digitais

O prédio foi inaugurado em 1941 com parte das obras oficiais do presidente Getúlio Vargas (João Felipe/Secel-MT)

A reforma de um dos principais cartões postais da cidade, o Grande Hotel, deve ser finalizada em 2021. Esta é a previsão da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, que anunciou a empresa vencedora da licitação para execução da obra.

Inaugurado em 1941 – e tombado em 1984 -, o prédio integra o conjunto de obras oficiais do governo de Getúlio Vargas. Na época, o então presidente defendia que toda cidade importante deveria ter um Grande Hotel.

De acordo com o secretário Allan Kardec Benitez, a empresa TMF Construções e Serviços Eireli revitalizará o prédio destinado a abrigar o Centro de Referência da Economia Criativa de Mato Grosso.

O espaço será dedicado à inovação, consultorias, capacitação, network, eventos, desenvolvimento e geração de novos empreendimentos, emprego e renda no mundo das artes, negócios digitais e criações funcionais.

O resultado final do processo foi publicado nesta quinta-feira (27.02) no Diário Oficial da União e do Estado de Mato Grosso. O critério de escolha foi o de menor preço. Ao todo, serão investidos R$ 4 milhões na obra, com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Depois da assinatura de contrato e posterior emissão da ordem de serviço pela Secel, a empresa começa a obra e terá um prazo de 18 meses para entregar o prédio revitalizado. Depois da obra entregue, começa outro processo: adequação da infraestrutura para uso público, acomodação de mobiliário e então, a equipe se instala. É possível que ele funcione em sua plenitude só em 2022.

Mas o coordenador de Patrimônio Cultural da Secel-MT, Robinson Araújo, garante que o projeto, mesmo exigindo modernização, preservará a arquitetura original.

Prédio terá cor original

Robinson explica que uma das mudanças visíveis para a população será a cor do prédio, que deixará de ser cinza. “Vamos buscar a cor original, por meio de uma técnica que identifica as camadas de tinta até encontrar o tom da primeira pintura”.

Além disso, haverá restauração do piso, esquadrias, banheiros, cobertura, construção de elevador, novos sistemas de iluminação, elétrica, telefonia e tecnologia da informação, entre outros.

“Todas as intervenções no Grande Hotel deverão buscar atender às novas demandas funcionais, mas garantindo a preservação das características arquitetônicas, estilísticas e ambientais do edifício”, explica Robinson.

Ele ressalta que apesar da obra ser feita por uma empresa contratada, a execução será orientada, acompanhada e fiscalizada por técnicos da Superintendência de Patrimônio Histórico e Cultural da Secel.

(Com assessoria)

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