O que aprendi tentando escrever um livro

A importância do hábito

(Foto: RetroSupply on Unsplash)

Certa vez ouvi que precisamos fazer três coisas em vida: ter filhos, plantar uma árvore e escrever um livro.

A árvore eu plantei na casa da minha avó, filhos pretendo em breve, pois estou noivo. Ficou faltando o livro: e essa é a história da minha primeira e falha tentativa. Me acompanhe.

Quando eu tinha 18 anos e estava em São Paulo cursando música, tentei escrever um livro. Não sabia qual o tema, só queria escrever. Eu já havia escrito poemas e músicas, então, para virar livro era só “por mais caldo” eu imaginava.

Me sentei, preparei, tive o meu ritual, abri o Word e esperei. Sempre me achei “criativo”, por isso, não imaginei que fosse ter grandes problemas.

Ao final de alguns minutos parado olhando para e tela, eu não tinha escrito mais de duas linhas. Eu fiquei surpreso encarando aquelas linhas, porque eu tinha certeza que assim que eu começasse a escrever, as palavras fluiriam quase como um rio. Não foi o que aconteceu.

Mas, o que aconteceu afinal?

Em primeiro lugar, por mais que eu gostasse de escrever, eu não tinha o hábito – eu raramente escrevia. A minha prática toda estava voltada para música, tocando ou dando aulas. Portanto, pensando agora, seria uma surpresa e tanto se saísse um livro daquela tentativa.

Em segundo lugar, vejo a criatividade, de certa forma, como recombinar coisas conhecidas dos outros até se tornarem nossas. É o que os compositores fazem, e os publicitários chamam de referência. Eu conhecia muito pouco, tinha lido pouco, vivido pouco, então – eu não tinha muito o que combinar. Algo muito difícil de se confessar quando jovem.

Haveria mais pontos, mas o que importa aqui, é que depois de uns três anos criei o hábito de escrever mais e tive muito mais experiências de vida. Tendo conseguido assimilar e integrar isso na minha vida, escrever e criar passou a ser muito mais fácil com essa bagagem.

É muito mais fácil falar, escrever ou criar quando você tenha vivenciado aquilo que você está falando, porque você saberá dar detalhes precisos de quem viu pelo lado de dentro.

E quando você faz disso um hábito, pronto, você está no caminho. Bom, pelo menos foi esse o meu caminho que me trouxe até aqui.

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