Crônicas Policiais

Membro da Aprosoja, agrônomo e empresário são presos acusados de roubar e atear fogo em pneus na BR-163

Foto de Karina Cabral
Karina Cabral

Um delegado suplente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), de 25 anos, um engenheiro agrônomo, de 25 anos, e um empresário, de 28 anos, foram presos nessa terça-feira (23), em Nova Mutum (260 km de Cuiabá), acusados de furtar pneus e atear fogo neles na BR-163.

Denúncia

A Polícia Militar recebeu denúncias de que homens em uma camionete de cor escura estavam furtando pneus em uma borracharia em frente à Fazenda Uirapuru, em Nova Mutum, para atear fogo na BR-163, impedir a circulação de pessoas e veículos e causar transtornos.

Uma equipe da Polícia Militar foi enviada para conferir a denúncia e encontrou uma mulher que havia sofrido ameaças de manifestantes armados, após vê-los furtando pneus na borracharia.

Ela mostrou, ainda, um local, a aproximadamente 2 ou 3 quilômetros, que os mesmos suspeitos haviam colocado fogo na pista, e afirmou que eles também haviam cometido o mesmo crime na BR-163.

Os policiais viram as chamas e fumaça de longe e se aproximaram com o giroflex desligado. Com isso, conseguiram flagrar três homens colocando mais pneus na pista da BR-163 e, em seguida, ateando fogo utilizando um produto inflamável. A via ficou bloqueada devido às chamas e fumaça.

Perseguição

Diante do flagrante, os policiais ligaram o giroflex para abordar os suspeitos. Mas, segundo o boletim de ocorrência, eles atiraram duas vezes contra os policiais – que reagiram atirando.

Ainda assim, os acusados conseguiram correr e entrar em uma Toyota Hilux cinza, fugindo em alta velocidade pela BR-163.

Os militares seguiram o veículo e, conforme o boletim de ocorrência, mais uma vez foram alvejados pelos suspeitos. A equipe reagiu e atirou nos pneus do carro, o que não teve efeito, visto que a fuga seguiu, entrando em uma área de chácaras e fazendas.

Como o terreno era de terra, os suspeitos conseguiram se distanciar da viatura da PM. Mas os policiais continuaram a perseguição por vários quilômetros, até que os acusados entraram em uma chácara, abandonaram o carro e entraram, à pé, em ma região de mata fechada.

Os policiais revistaram o carro e encontraram documentos, garrafa de vodka, um estojo de balas calibre 9mm, um rádio comunicador e objetos pessoais.

Prisão

Após algumas horas, os policiais conseguiram acionar um guincho para a remoção do veículo. Durante a espera, os três suspeitos acabaram saindo da mata e se entregando.

Eles foram revistados, porém, a arma utilizada para atirar na equipe não foi localizada. Os militares fizeram buscas no local, mas, devido à baixa luminosidade – por ser de madrugada, não foi possível localizar o armamento.

O suspeito que é membro da Aprosoja afirmou que retirou as placas do veículo para não ser identificado pela Polícia Civil.

Todos foram levados para a delegacia sem lesões corporais. O caso foi registrado como bloquear a via com veículo, disparo de arma de fogo em local habitável, furto, ameaça, porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, perigo para a vida ou saúde de outrem, direção perigosa de veículo na via pública, atentado contra segurança de outro meio de transporte e quadrilha ou bando armado.

O que disse a Aprosoja?

Em nota, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) disse entender que toda manifestação, desde que pacífica, é amparada pela Constituição Federal. Porém, afirmou veementemente que não colabora e tampouco apoia atos de vandalismo ou ações que infrinjam as leis e a Carta Magna.

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